Alice Wegmann abre o jogo sobre sexualidade feminina e faz reflexão importante

Alice Wegmann
Alice Wegmann ainda falou sobre o hate na web (Imagem: Reprodução / Instagram)

Alice Wegmann falou o que pensa sobre como a sexualidade feminina está avançando nos dias de hoje. Durante sua participação no podcast Bom Dia, Obvious, a atriz afirmou que acredita que o assunto está deixando de ser um tabu.

Hoje em dia, eu vejo cada vez mais os homens da minha geração abertos a essa troca e falando sobre vibradores, entendendo mais como os vibradores são um mundo maravilhoso para as mulheres. Então eu acho que cada vez mais isso está se colocando com uma coisa natural”, disse a famosa.

Apesar disso, Alice pontuou que sabe que ainda existe um caminho a ser percorrido. “É curioso assim, porque eu acho que a gente ainda tem muito pela frente. A biologia do homem é muito mais estudada do que a biologia da mulher. Do que as nossas terminações nervosas, sabe, e de como uma mulher goza”, declarou.

Eu acho que é tanta coisa para ser estudada no universo feminino e que não foi dado o seu devido valor ainda que ainda tem muita estrada pela frente”, completou.

No papo, Alice Wegmann ainda falou sobre a diferença do tratamento a respeito da sexualidade dos meninos em relação à das meninas. “Os meninos são desde sempre estimulados. Ganham as revistas masculinas dos avós, dos pais. E as meninas não. Desde cedo isso se estabelece com uma coisa muito pouco das mulheres, com muito menos poder de escolha e conhecimento”, disse a global.

No entanto, a artista enxerga um cenário de evolução atualmente: “No sentido dos métodos contraceptivos, dos vibradores e do prazer feminino, da gente escolher também muito mais, com quem a gente quer se relacionar”.

Na sua participação, Alice também falou sobre a cobrança de posicionamento na web e as críticas que recebe. “Quando a gente é honesto com nossos ideais, nossos valores, eu acho que toda essa questão do ‘hate’ fica muito menor, porque você tá seguindo a linha do seu coração. Eu acho que é isso que importa”, afirmou.

Agora quando você pensa ‘eu preciso me posicionar porque as pessoas vão exigir de mim’ aí não é sua verdade. (…) Eu acho que tudo tem que ser muito ligado ao que a gente vê, acredita e sente, porque se não, a coisa se desmoraliza um pouco. E quando você acredita em uma ideia que fere a liberdade de outras pessoas, aí eu acho que você tem que rever os seus conceitos”, concluiu.

Carol Bittencourt
Caroline Bittencourt é jornalista, pós-graduada em Comunicação e Design Digital. Atua como redatora e produtora de conteúdo para redes sociais. Está nas redes sociais no @bittencourt.caroline.
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