Aos 82 anos, Sérgio Mamberti assume bissexualidade e ressalta: “Não adianta esconder”

Sérgio Mamberti
Sérgio Mamberti abre o jogo sobre romances da vida e fala sobre bissexualidade (Imagem: Reprodução / Instagram)

Aos 82 anos, Sérgio Mamberti decidiu lançar uma biografia com detalhes da sua trajetória profissional e questões pessoais antes nunca contadas. Em abril deste ano, o livro Sérgio Mamberti: Ser do Meu Tempo chegou às lojas pela Edições Sesc.

Na produção literária, o veterano também declara seu amor pela mulher Vivian Mehr, com quem viveu durante 18 anos, entre namoro e casamento, e teve três filhos – Eduardo, Carlos e Fabrício. Ela faleceu muito jovem, aos 37 anos, em 1980. Na sequência, o artista viveu um lindo romance com Ednaldo Torquato. E é com os detalhes desses romances que ele fala sobre sua bissexualidade. “Não adianta esconder”, fala sobre a sexualidade.

“O Ed foi uma coisa mais fortuita. A Vivian foi uma escolha e também teve um lado místico nesse encontro. Mas dois anos depois (da morte da mulher), fui fazer uma peça que viajava pelo Brasil e conheci o Ed, com quem estabeleci uma grande relação de amizade. Depois, ele precisou fazer uma operação e veio para São Paulo. Ele teve que ficar seis meses aqui. E pronto, nunca mais saiu daqui (risos)”, detalha Sérgio em entrevista ao site Notícias da TV.

Sobre a bissexualidade, o ator conversava abertamente com a companheira. Com Torquato, ele viveu 37 anos. Para a família, a relação não era um segredo. Ed, como era carinhosamente chamado por todos, não era só um amigo. “Como é que eu ia esconder dos meus filhos que eu estava com um companheiro, sendo que ele morava comigo?“, questiona.

Com o parceiro, o famoso adotou Daniele, a única mulher entre os herdeiros. Sobre a criação dos filhos, Mamberti destaca:

“Ele me ajudou bastante. Particularmente, a menina que eu criei, a Daniele. Ele foi muito pai dela. Eu viajava muito, os meninos já eram adolescentes, e ele foi o pai dela. Mas ele me ajudava também nessa administração da casa. Um parceiro de vida. Eu viajava muito e sempre podia contar com ele. Se eu tinha um jantar para fazer, ele gostava de cozinhar. Para as celebrações de Natal e Ano-Novo, ele também gostava de preparar os pratos. Ele era muito alegre. Depois, foi ficando um pouco triste, pois começou bebendo cerveja e vinho. Depois passou a beber vodca, e ela tem um processo destrutivo muito rápido”.

Ed faleceu em 2019, aos 62 anos, outra grande tristeza na vida de Sérgio. “Sei que nunca vou me recuperar dessas duas perdas, mas a vida exige coragem e esperança para seguir em frente”, escreveu ele em seu livro a respeito das perdas.

O Ed era bem mais jovem que eu, mas o final da vida dele também foi complicado. Ele entrou num processo depressivo e não conseguia, profissionalmente, se estabelecer. Então, ele teve uma síndrome que se chama Wernicke-Korsakoff. Ele perdeu a mobilidade das pernas, depois o domínio da memória. Era um pouco parecido com o Alzheimer. Foram três meses que a gente lutou pela vida dele. Ele melhorou, mas estava com sequela. Sabíamos que não seria fácil, mas ele teve uma infecção urinária e acabou morrendo com 62 anos“, detalhou ao falar sobre a morte do parceiro.

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Da Redação
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