Aos 93 anos, Laura Cardoso relembra carreira e recebe homenagem de colegas

Laura Cardoso
Laura Cardoso recebeu homenagens no Conversa com Bial da última sexta-feira (13) (Imagem: Reprodução / Globo)

Laura Cardoso foi entrevistada, na última sexta-feira (13), no Conversa com Bial. Com uma carreira que conta com mais de 63 personagens no currículo, a veterana, de 93 anos, recordou alguns momentos cruciais que definiram sua trajetória na televisão, que se confunde à própria modernização da dramaturgia no país.

A atriz contou que começou a atuar ainda na adolescência e narrou como se interessou por dramaturgia, aos quinze anos. “Sempre tive uma atração grande por leitura. Lendo, você fantasia, imagina e cria. Comecei fazendo teatrinhos no colégio, arrumando uma colega e outra. E foi assim. Eu amo a arte de representar”, afirmou a Pedro Bial.

Laura ainda recebeu homenagens emocionantes de grandes artistas que mandaram mensagens através de vídeos, como Fernanda Montenegro. “Somos testemunhas de 100 anos de história deste país. Não somos muitos, mas ainda somos muito bons”, afirmou a atriz de 91 anos.

“Ela é a maior atriz que eu já conheci na minha vida. Um exemplo de mulher, de atriz e de colega”, respondeu Laura Cardoso e acrescentou, enxugando as lágrimas: “Nós brasileiros temos a sorte de ter atrizes e atores muito bons”.

O ator Tony Ramos convidou a atriz a relembrar o último trabalho em que os dois atuaram juntos: Caminho das Índias, de Glória Perez. “Foi um dos mais belos últimos capítulos que eu já vivi na minha vida”, garantiu o eterno galã. 

Ramos revelou ainda outra característica da atriz: “Ela estuda exaustivamente e vai hiper preparada para o estúdio. E quando chega, ela diz baixinho: ‘Ainda não sei como é que eu vou fazer, mas vai sair’. E sai, gloriosamente”.

Lima Duarte destacou a força que a amiga de longa data ainda apresenta. “Tenho acompanhado e sido testemunha de uma vitalidade ímpar que chega os 90 anos acreditando na arte de interpretar. Ela é quase uma criança”, disse o ator.

“Nós fizemos grandes teatros e grandes textos na televisão. Eu e Lima, a gente se completava, se entendia. Fizemos coisas difíceis, textos estrangeiros que a gente não tinha ideia, mas a gente pegava, estudava e saia umas coisas lindas. Fomos abençoados por Deus”, completou a atriz.

Cardoso também fez trabalhos como dubladora, e entre os personagens, emprestou sua voz à Betty de Os Flintstones. “Amei fazer a Betty. Outro dia alguém discutindo os personagem [eu] fiquei dizendo: ‘Sou a Betty! Eu sou a Betty!’. Dublagem tem um tempo maravilhoso de acerto, de fazer texto e imagem”, disse ela.

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