Após boicote, Ludmilla ganha documentário no Multishow

Ludmilla
Ludmilla vai ser protagonista de novo projeto na emissora (Imagem: Reprodução / Instagram)

A partir desta segunda-feira (15) Ludmilla vai surgir na telinha do Multishow. Após cancelar a performance que faria na premiação da emissora, a cantora vai estrear um documentário sobre sua vida, intitulado de Rainha da Favela. As informações são da colunista Carla Bittencourt, do Metrópoles.

A novidade vai ao ar logo após o TVZ Temporada Dilsinho e traz a artista por trás das câmeras, nos bastidores de sua carreira.

A atração conta com algumas participações especiais, como a esposa Brunna Gonçalves, a mãe Silvana, a avó Vilma, os irmãos Luane e Yuri, os amigos Marcos e Renato Smith, o padrasto e também diretor comercial Renatão. Sobre o produto, Ludmilla revelou:

“O público vai ver uma Ludmilla diferente, quem eu sou longe dos holofotes. E também vai conhecer mais a minha história de vida e como foi toda a minha trajetória até eu chegar na fase que me encontro atualmente. Estou doida pra ver como vai ser a receptividade da galera. Espero que gostem, porque foi feito para eles”.

O documentário, de acordo com a publicação, passou a ser desenvolvido em 2020 e conta com seis episódios, que vão ser exibidos de segunda a sábado. No projeto, Ludmilla encarna diversas funções, como artista, empresária, funkeira, festeira e família.

A ideia ainda é mostrar um olhar sobre os compromissos profissionais da cantora, revelando tudo o que rola nos bastidores dos clipes, músicas e álbuns.

O último episódio do audiovisual vai ao ar no dia 20 de novembro, quando é celebrado o Dia da Consciência Negra.

A atração ainda vai trazer homenagens às figuras clássicas e precursoras do funk, como Mc Carol de Niterói, MC Kátia A Fiel, Tati Quebra Barraco e Valesca Popozuda.

Se revoltou e soltou o verbo

Ludmilla, para quem não acompanhou, demonstrou toda a sua revolta recentemente com o Prêmio Multishow, que anunciou os indicados da edição de 2021. A artista ficou de fora da votação de Melhor Cantora e, por isso, anunciou que não vai se apresentar no show que ocorrerá, ao vivo, no dia 8 de dezembro.

Em desabafo, no Twitter, a artista declarou que é “a primeira cantora negra da América Latina a acumular 1 bilhão de streams só no Spotify (hoje são mais de 1.5 bilhão de plays nas plataformas)” e tem “clipes que somam 2.5 bilhões de views”.

Só esse ano lancei o Numanice ao vivo, projeto que impactou a cultura brasileira e revolucionou o mercado do pagode de um jeito jamais visto, por ser uma mulher a frente do projeto, projeto que garantiu o vídeo musical solo mais visto de 2021 por uma cantora pop brasileira…”, destacou.

Desde quando ganhei a primeira vez e impactei todo o sistema por ser a primeira cantora negra a ser indicada e a vencer essa categoria em 26 anos de prêmio uma representante das minorias, uma cantora negra, bissexual, funkeira, periférica, nunca mais fui indicada na categoria Cantora do Ano“, desabafou.

Revoltada com a situação, ela disse ser vítima de boicote do sistema, mesmo que apareça em outras categorias da premiação do Multishow:

“É nítida a falta de reconhecimento e entendimento das (poucas) premiações que temos aqui no Brasil. Assim como eu, vários artistas de vários segmentos e bandeiras que mereciam ser indicados ou serem reconhecidos da mesma forma que entregam conteúdos para seus públicos e estão na mesma situação”.

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Da Redação
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