Apresentador da Globo dá sermão em Maurício do vôlei e faz desabafo incrível

Fabio Turci
Fabio Turci desabafa após homobia de Maurício, jogador de vôlei (Imagem: Reprodução / Globo)

Âncora dos telejornais da Globo em São Paulo, Fabio Turci escreveu um texto dos mais enfáticos contra a postura homofóbica do jogador Maurício, do volêi. O jornalista destacou que o Brasil “é considerado o país que mais mata gays” no mundo.

“‘Ah, é só um desenho, não é nada demais’, ironizou o jogador de vôlei Maurício Souza. E completou: ‘Vai nessa que vai ver onde vamos parar…’. Já fomos parar, Maurício. O Brasil é considerado o país que mais mata gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. Já fomos parar”, começou.

“Você, eu, qualquer pessoa está sujeita à criminalidade comum: uma ameaça, um assalto, um sequestro, um homicídio. Mas ninguém te agride nem tenta te matar simplesmente por você ser quem é”, argumentou.

Turci questionou se Maurício conseguiria “imaginar alguém correndo atrás de você, com arma na mão, gritando: ‘Seu homem branco heterossexual desgraçado, você vai morrer…'”, e completou:

“Não. A gente não morre disso. A população LGBTI+, sim, morre disso. Além de também estar sujeita à criminalidade ‘comum'”.

“Isso é real e é presente. Isso vem acontecendo durante décadas. Não é esse delírio de quem acha que um personagem LGBTI+ vai, algum dia, converter criancinhas. Se exemplos assim convertessem alguém, não existiriam pessoas LGBTI+”, apontou.

“O Superman original, que gostava mesmo era da Lois Lane, não conseguiu fazer a humanidade se apaixonar apenas pelo sexo oposto. O poder que um personagem LGBTI+ tem, esse sim, é o de mostrar a crianças e jovens LGBTI+ que o mundo também é deles”, explicou.

“Que sua existência é tão legítima quanto a minha ou a sua. Que eles podem, até, sonhar com superpoderes, sonhar que são invencíveis, indestrutíveis. E assim, quem sabe, não sucumbir à depressão, às drogas, ao suicídio”, frisou,

Fabio Turci finalizou com um recado importante: “Homofobia e transfobia matam de morte matada e morte morrida. E quem se preocupa de verdade com as crianças e a família é quem olha para o problema real e presente, e não quem vive nesse mundo de ficção sem pé nem cabeça”.

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Paulo Carvalho
Paulo Carvalho acompanha o mundo da TV desde 2009. Radialista formado e jornalista por profissão, há cinco anos escreve para sites. Está no RD1 como repórter. Pode ser encontrado nas redes sociais no @pcsilvaTV ou pelo email [email protected].
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