Globo
Euclydes Marinho apresentou projeto à Globo em 2011 (Imagem: Divulgação / Globo)

Maior produtora de teledramaturgia do mundo, a Globo dispõe de uma fila invejável de títulos a serem produzidos, quer para a TV aberta, quer para o seu braço de streaming, a Globoplay.

Na seara das novelas, com três horários em atividade e temporadas anuais de “Malhação”, é normal que títulos fiquem pelo caminho. Nos últimos anos, só para citar alguns, foram deixados de lado “O Homem Errado” (Duca Rachid e Thelma Guedes), “Barba Azul” (Antonio Calmon), “Fora de Órbita” (Rui Vilhena), “Trem Bom” (Mauricio Gyboski), “Pátria Gigante” (Mauricio Gyboski), “Eu, ET” (Geraldo Carneiro), “8 ou Oitenta” (Marcelo Saback), “E Se Ele Voltar” (Benedito Ruy Barbosa), “O Último Beijo” (Benedito Ruy Barbosa) e “Jogo da Memória” (Lícia Manzo). É bem provável que “Arroz de Palma” (Edmara Barbosa e Bruno Luperi) engrosse essa lista.

Euclydes Marinho, craque à frente de projetos como “Malu Mulher” (1979), “Quem Ama Não Mata” (1982), “Armação Ilimitada” (1985), “Confissões de Adolescente” (1994), “A Vida Como Ela É…” (1996), “Mulher” (1998), “Andando nas Nuvens” (1999), “Desejos de Mulher” (2002), “As Cariocas” (2010), “O Brado Retumbante” (2012) e “Felizes Para Sempre?” (2015) também cozinha em banho-maria há alguns anos.

Em 2011, o autor apresentou à Globo, ainda sob a gestão de Manoel Martins, o projeto de adaptação de “O Cortiço” (1890) para a faixa das 18h. Ricardo Waddington, hoje à frente da Diretoria de Produção, era cotado para dirigir.

De autoria do maranhense Aluísio de Azevedo (1857/1913), a história é ambientada em um cortiço no século XIX e narra a ascensão do português João Romão, dono de uma venda, uma pedreira e um cortiço, próximo ao sobrado do rico comendador Miranda. À medida que cresce o número de casinhas do cortiço, alugadas pelos empregados da pedreira, que também usufruem da venda, João passa a enriquecer rapidamente, para desassossego do comendador.

A propósito, o mesmo projeto de adaptação de “O Cortiço”, bem a cara da faixa das 18h, foi apresentado à direção da Globo anos atrás pelo autor Manoel Carlos. Assim como Marinho, Maneco ficou a ver navios.

Que horas ele volta?

Aos fãs do estilo Euclydes Marinho, um aviso: o bissexto autor tem dois projetos de séries apresentados à Globo: “Irmãos de Sangue”, inicialmente chamada de “O Outro Lado da Lua”, é inspirada em tragédias de William Shakespeare (1564/1616), dispõe de 20 capítulos e conta com direção de Denise Saraceni; e “Sem Limite”, baseada na obra de Nelson Rodrigues (1912/1980), que uniria Euclydes à diretora Amora Mautner. Ambas estão na gaveta.

Saiu ou não sai?

A Simba Content, joint venture formada por Record, SBT e RedeTV!, anunciou na terça-feira (16) uma parceria com a Paris Entretenimento e Paris Filmes para produzir filmes nacionais. A coluna, sempre curiosa, pergunta: e os canais de jornalismo, esporte e entretenimento (inspirado no Viva), que foram prometidos pelo trio, quando saem?

Não é cilada, Bino

O Viva conta com “A Grande Família”, “A Diarista”, “Sai de Baixo”, “Zorra Total”, “Toma Lá, Dá Cá”, entre outras séries, em exibição atualmente. E “Os Normais”, “Carga Pesada” e “Mulher”, quando voltam ao ar? Sim, se vale repetição ad nauseam dos títulos aqui citados, por que não dessa trinca que fez história? Aliás, não seria o caso de tentar, junto aos herdeiros, mais uma vez, a liberação do “Sítio do Pica-Pau Amarelo” (1977)?

Multitom

O Multishow coloca no ar a partir do dia 29 de abril, às 22h30, a nova temporada do “Multitom”. O humorístico de Tom Cavalcante promete pintar e bordar na sátira política envolvendo o governo de Jair Bolsonaro. É bom ficar de olho.

Alô, Walcyr!

Laura Cardoso
A maravilhosa Laura Cardoso em ensaio para a revista Quem (Imagem: Reprodução)

A Globo saiu com uma desculpa bem esfarrapada para justificar, aos 45 minutos do segundo tempo, a escalação de Betty Faria para “A Dona do Pedaço”, próxima novela das 21h. Desde o início foi noticiado, nos mais diferentes veículos, o desejo do autor Walcyr Carrasco de contar com Laura Cardoso, 91, no papel de uma moradora de rua. Na real, pegou a idade avançada da graciosa atriz para uma personagem que estará presente em muitas externas. Mas, fica o apelo: por que não uma participação especial?

Domingão do Geraldão

A direção da Record estuda o momento ideal de espichar a duração do “Domingo Show”, de Geraldo Luís. Desde que o concorrente “Domingo Legal”, de Celso Portiolli, passou a ser exibido entre 11h e 15h15, o SBT abriu uma vantagem de 3 pontos sobre o canal de Edir Macedo nessa faixa. Porém, não se fala, ainda, em voltar com auditório e o ao vivo.

 

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