Bolsonarista fiel, Mario Frias copia presidente e faz ataque cruel a Doria

Mario Frias
Mario Frias manda recado maldoso a João Doria (Imagem: Reprodução – Instagram / Montagem – RD1)

Secretário especial de Cultura, Mario Frias perdeu a paciência com o governador João Doria (PSDB-SP) após um comentário do político sobre o desejo de “recuperar e reinaugurar” a Cinemateca Brasileira, em São Paulo, vítima de um incêndio no final do mês.

“Recuperamos e reinauguramos o Museu da Língua Portuguesa. Estamos fazendo a restauração e ampliação do novo Museu do Ipiranga, que será entregue em 2022. Queremos agora recuperar e reinaugurar a Cinemateca”, escreveu no Twitter.

O governador de São Paulo finalizou com um recado ao governo federal: “Cultura, arte e história estão no DNA de quem vive em São Paulo. Um país que respeita sua história, respeita o seu futuro”.

Irritado, Mario Frias soltou críticas contra o rival do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “A farsa política, chamada João Doria, diz que quer recuperar a Cinemateca. Fazendo como fez com os museus, com verba federal e sem um centavo do dinheiro estadual, deve ser fácil”, alfinetou.

Bolsonaristas concordaram com o secretário. “[O] Calça Apertada mente que nem sente”, provocou um. “Só esqueceu de falar que é com verba do governo federal!”, pontuou outra.

“Seria interessante colocar placas e outdoors bem grandes: ‘Patrocínio do Governo Federal’! Para ver se ele toma vergonha na cara!”, disparou uma terceira. “E fica por isso mesmo? Não cabe um processo?”, indagou mais um.

Em chamas

O incêndio atingiu um galpão da Cinemateca Brasileira na Vila Leopoldina, zona Oeste de São Paulo, na noite da última quinta-feira (29).

Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo começou quando uma empresa terceirizada iniciou a manutenção de um ar condicionado do local. Em 2020, o local foi atingido por enchentes. No incêndio, não houve vítimas.

De acordo com o Jornal Nacional, da Globo, milhares de documentos da antiga Embrafilme, como roteiros, artigos em papel, cópias de filmes e documentos antigos, estavam no prédio. Alguns tinham mais de cem anos e estavam na lista dos objetos que seriam utilizados para a criação de um museu sobre o cinema nacional.

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Paulo Carvalho
Paulo Carvalho acompanha o mundo da TV desde 2009. Radialista formado e jornalista por profissão, há cinco anos escreve para sites. Está no RD1 como repórter. Pode ser encontrado nas redes sociais no @pcsilvaTV ou pelo email [email protected].
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