Boni comenta denúncias de assédio na Globo e critica politicamente correto

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Boni opina sobre acusações de assédio na TV (Imagem: Reprodução/ TV Cultura)

O ex-diretor geral da Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, comentou sobre os casos de assédio e até os famosos “testes do sofá” na televisão. O executivo afirmou no Roda Viva, da TV Cultura, que há muito “folclore” em torno deste assunto.

“A gente tem que pensar que há muito folclore. Não acredito que no meu tempo tivesse algum outro critério para escolher artista que não fosse talento, competência, capacidade. Se, eventualmente, os Bozos da época fizessem alguma coisa, a gente mandava imediatamente embora, desde que tivesse provas”, comentou o diretor.

Boni ainda declarou: “Eu nunca tive durante todo o período de 31 anos que passei na TV Globo, nunca ninguém entrou na minha sala para dizer, fui assediada no sentido de permutar minha escalação por qualquer outra coisa, seja sexo ou amizade”.

No entanto, o dono da TV Vanguarda afirmou que as reclamações antigamente não tinham tanta força porque não tinha rede social e nem pressão.

“Quando a gente ouvia de terceiros e não chegava [na direção] era porque naquele momento toda questão social era diferente, sem redes sociais, sem pressão. Talvez as pessoas levassem aquilo com receio ou achavam que era natural e não levavam à frente o problema”, afirmou ele.

Questionado sobre situações parecidas com a dos recentes casos envolvendo o ator José Mayer e o humorista Marcius Melhem — acusados de assédio sexual e moral, respectivamente —, Boni disse demitiria, caso fossem comprovadas as denúncias.

“Assim, de longe, eu não mandaria embora pois são pessoas extraordinárias. Agora, trabalhando lá dentro eu teria dados, detalhes, fatos que pudessem comprovar. Se tivesse comprovação, evidente que demitiria”, comentou ele.

“Eu tenho pavor do julgamento precipitado. Hoje, com a pressão das redes sociais, com essa questão do absoluto e preocupação com o politicamente correto, hoje se pune, se faz e se usam essas questões todas para atingir alguém”, analisou.

“Eu sou contra qualquer coisa que não dependa de grande investigação, de provas e de gravidade, e, mais ainda, as que eventualmente não possam ser corrigidas. Porque se pudesse ser corrigido, eu fico com a correção”, declarou.

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