Bruna Linzmeyer dá detalhes sobre preparação para o remake de Pantanal

Bruna Linzmeyer
Bruna Linzmeyer fala sobre sua personagem em Pantanal (Imagem: Reprodução / Instagram)

Bruna Linzmeyer já possui diversos personagens no currículo. Atualmente se preparando para o remake de Pantanal, a atriz sempre reforça nas entrevistas que tem atração por personagens exóticos. Com gravações previstas para começar no próximo mês, ela fará parte da primeira fase da trama.

Não comecei ainda a preparação com a equipe da novela. Estou fazendo uma por minha conta há dois meses: construindo a personagem, no momento de perceber o que ela tem de diferente de mim e o que eu preciso trabalhar. Nem sempre é do dia para a noite que alguma coisa se constrói. É um trabalho de formiguinha. Estou com o Antonio Tigre, que é um professor de ioga que me prepara fisicamente. Leila Mendes é fonoaudióloga e prepara a voz. E tenho feito reuniões com a preparadora de elenco. Trabalhamos corpo e voz, a construção dessa personagem. É muito difícil explicar sem poder dizer o que é (risos)”, disse em entrevista ao site de Patrícia Kogut.

Ainda este ano, a artista surgirá em produções com a temática LGBTQIA+. Uma delas é o filme Uma Paciência Selvagem Me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet, que conta no elenco com algumas mulheres lésbicas. Ao falar sobre a pauta, Bruna explicou o motivo de ter aderido o termo “sapatão” e ainda ressaltou algumas observações que passou a fazer após começar a namorar uma mulher negra.

“O nosso país é estruturalmente racista. Então, tenho tido cada vez mais oportunidade de estar apta a enxergar como as coisas acontecem. Como mulher branca, as coisas estão acontecendo à minha volta e eu não consigo nem perceber. Nunca vou viver nem saber completamente o que a Marta, minha namorada, sente, nem o que a Shirley Cruz e a Sabrina Fidalgo (suas colegas de elenco em “Alfazema”) passam. Mas eu posso me esforçar para perceber e me posicionar sempre que possível. Sou responsável por essa estrutura e sou agente dessas mudanças. É triste e perversa a estrutura racista em que a gente está. E em relação a como me posiciono, as pessoas não vão me ofender me chamando de “sapatão” nem de “anormal”. Se normal for ser preconceituoso e rude, prefiro não ser”.

Através das redes sociais, vez ou outra Linzmeyer utiliza o espaço para levar conhecimento sobre as pautas que levanta bandeira.

Minhas redes têm uma característica especial que fui construindo ao longo dos anos. Quase não chega ódio nos comentários. Se uma foto minha for postada pelo Instagram do jornal, os comentários são uns, e nas minhas redes são outros. As próprias pessoas que me seguem iam respondendo. Vi que nem precisava me preocupar com isso”, disse.

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