Bruna Linzmeyer protesta contra governo brasileiro em Cannes, na França

Bruna Linzmeyer
Bruna Linzmeyer surpreende a todos em Cannes (Imagem: Reprodução / GNT)

Bruna Linzmeyer está em Cannes, na França, para prestigiar a indicação do longa Medusa, da premiada diretora Anita Rocha da Silveira, e fez questão de mostrar seu posicionamento político também no exterior.

Na ocasião, ela protestou contra a situação da pandemia da Covid-19 no Brasil, se juntando aos demais integrantes da equipe do filme, Mari Oliveira, Fernanda Thurann, Anita Rocha da Silveira, Felipe Frazão e Lara Tremouroux.

Juntos, eles posaram mostrando um cartaz que dizia: “533.000 morreram no Brasil de uma doença para a qual já tem vacina”. E no Instagram, ela fez questão de publicar a foto, repetindo a frase na legenda.

No filme em questão, Bruna Linzmeyer interpreta a personagem Melissa, que representa a Grande Medusa, e em entrevista ao jornal O Globo, a atriz falou sobre o seu orgulho de defender um papel como esse:

“Melissa é uma personagem da qual me orgulho: além de eu aparecer irreconhecível, ela vive uma sociedade repressora, o que torna a história muito pertinente para os dias de hoje”.

Sobre a conquista do reconhecimento, Bruna relembrou suas origens: “Quando saí da roça, da pequena cidade onde nasci, Corupá, nunca pensei que estaria nesse festival, muito menos pela segunda vez! Vida longa ao cinema brasileiro!”.

E desabafou sobre a atual situação do Brasil:

“A situação do Brasil hoje é terrível, e a gente está falando de mais de quinhentas mil mortes, metade delas comprovadamente poderiam ter sido evitadas, se o governo tivesse tomado as medidas que boa parte do mundo tomou. Estando aqui na França, é nítido perceber como a pandemia já poderia estar controlada (no Brasil). A maioria das pessoas já foi vacinada, eventos já podem acontecer.”

“A questão da pandemia é gravíssima, quando falamos no sentido da cultura, então… Tem a cinemateca fechada, o congelamento da Ancine. São muitas questões, e o cinema brasileiro está muito precarizado desde 2016. Com o governo Bolsonaro está pior ainda e acho que as coisas vão se agravando em muitas instâncias”, prosseguiu.

“A fome tem aumentado e, quando a gente fala das cataratas que estão secas, não se trata da falta de chuva, mas sim de desmatamento dessas nascentes no cerrado. Enfim, tem uma lista de problemas gravíssimos que, quem tem um pouco de consciência, consegue perceber”, disse ainda, fazendo um discurso sobre as próximas eleições:

“Espero que nas eleições do ano que vem a gente consiga melhorar isso. É uma situação triste e grave tudo o que estamos vivendo, e sinto muito por tudo o que estamos vivendo. Temos feito o que é possível no dia a dia para melhorar isso, mas acho que a gente precisa de uma intervenção do estado mesmo, intervenção no sentido de que o estado é responsável pela pandemia também, para além das nossas atitudes cotidianas.”

Confira:

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