Disney+ retira 4K e Dolby Vision no Brasil, mas mantém plano Premium a R$ 69,90

Disney+
Mudanças no Disney+ (Imagem; Divulgação/Disney)

O Disney+ passou a anunciar resolução máxima de 1080p no Brasil, após relatos de assinantes sobre o desaparecimento das opções de 4K UHD, HDR10 e Dolby Vision.

A alteração ganhou repercussão em 22 de outubro de 2026, quando usuários publicaram reclamações nas redes sociais.

Segundo apuração do Canaltech, a página brasileira do streaming já não apresentava as tecnologias de imagem que anteriormente apareciam entre os benefícios da assinatura.

O áudio Dolby Atmos, entretanto, continuava listado.

A ausência de comunicação prévia sobre a mudança é um dos principais pontos levantados pelos clientes, especialmente aqueles que escolheram o pacote mais caro pela qualidade audiovisual.

Premium mantém preço apesar da alteração

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O plano Premium continuava anunciado por R$ 69,90 mensais, sem redução divulgada pela empresa.

Já o Padrão custava R$ 49,90 e também oferecia reprodução em até 1080p.

Isso não significa que os pacotes se tornaram idênticos: o Premium ainda incluía acesso aos canais da ESPN, quatro reproduções simultâneas e áudio Dolby Atmos.

Mesmo assim, a diferença de qualidade de imagem era um argumento relevante para parte dos consumidores.

A retirada dos recursos levantou questionamentos sobre o valor cobrado e sobre o que exatamente o assinante recebeu em comparação às condições apresentadas no momento da contratação.

Disputa de patentes é hipótese para mudança

Uma possível explicação envolve uma disputa judicial entre a Disney e a empresa de tecnologia InterDigital, titular de patentes ligadas à compressão de vídeo.

O Canaltech relatou decisão da Justiça do Rio de Janeiro, concedida em setembro de 2025 e mantida em segunda instância em maio de 2026.

Tecnologias como AVC e HEVC aparecem nessa discussão.

Em mercados europeus, recursos semelhantes já haviam sido retirados temporariamente, e a plataforma chegou a experimentar outras soluções de compressão.

Porém, não havia confirmação oficial de que a decisão brasileira tivesse causado diretamente a retirada do 4K no país.

Consumidor pode questionar serviço contratado

O Código de Defesa do Consumidor pode ser relevante quando uma plataforma deixa de fornecer característica expressamente anunciada na contratação.

O artigo 20 prevê alternativas diante de serviços inadequados, incluindo abatimento proporcional ou restituição, conforme as circunstâncias.

Isso não significa reembolso automático para todos os assinantes: é preciso examinar a oferta, o contrato e o serviço efetivamente prestado.

O usuário pode guardar capturas da descrição anterior do plano, comprovantes de pagamento e protocolos de atendimento.

Caso a empresa não resolva a reclamação, é possível procurar o Procon ou o Consumidor.gov.br.

Até então, a Disney não havia divulgado compensação ou prazo para retorno das tecnologias.

mariaclara
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mariaclara

Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_