Documentário sobre Chorão traz detalhes desconhecidos e polêmicos da história do cantor

Chorão
História de Chorão é retratada em documentário (Imagem: Reprodução / Instagram)

Desde quinta-feira (8), está disponível o documentário Chorão: Marginal Alagado nos cinemas e em streaming pago nas plataformas Now, Google Play, Apple TV, Vivo Play, Looke e YouTube. A obra mostra os lados carismáticos e problemáticos do artista que morreu em 2013 após uma overdose de cocaína.

O diretor Felipe Novaes usa um acervo de imagens dos bastidores da banda Charlie Brown Jr., cedido pela família – foram cerca de 700 fitas disponibilizadas. Também é possível acompanhar uma histórica entrevista com o baixista Champignon dias antes de sua morte.

Para os fãs mais antigos do grupo, os relatos do antigo parceiro do cantor servem para ilustrar a complicada relação entre os amigos. Por conta de diversas brigas, o músico deixou a banda e ficou ausente durante sete anos, retornando em 2012. “Tem coisas que só nós dois sabemos e que ninguém nunca vai saber“, afirma o baixista, sem negar a admiração que tinha pelo ex-companheiro.

Atritos também aconteceram com outras pessoas. Marginal Alado relembra o famoso soco em Marcelo Camelo, dos Los Hermanos, além de discussões nos bastidores com João Gordo, líder do Ratos de Porão, que também foi entrevistado por Felipe.

O documentário também retrata a paixão do artista pela mulher Graziela Gonçalves, e o carinho pelo filho, Alexandre, e pelo irmão, Fábio. Detalhes da intimidade de Chorão são expostos pelo advogado, motorista e segurança do famoso, amigos que viam de perto as diversas personalidades do compositor.

O vício em cocaína também é tratado de forma franca pelas pessoas que conviveram com ele nos dias próximos à overdose que o matou.

Artistas como Zeca Baleiro, Otto e Digão, ex-Raimundos, também aparecem para explicar como a pressão por ser o líder e o grande rosto do Charlie Brown Jr., acumulada em quase duas décadas, ajudou na decadência de Chorão.

O Chorão tinha um controle muito forte da própria imagem dele. Dificilmente você achava um material muito exclusivo da convivência. Foi um desafio encontrar esse material e, depois de encontrado, garimpar quase 800 horas de material do arquivo pessoal de um cinegrafista que o acompanhava“, contou o cineasta em entrevista à imprensa para divulgar o filme.

Não foi só a partida precoce, o que me chamou a atenção foi o fato dessa morte mexer muito com as pessoas pelos extremos. Ele era amado ou demonizado. Eu fiquei instigado a descobrir quem era essa pessoa. Só o víamos na mídia, era um cara muito presente, mas eu fiquei curioso pra ver quem era o Chorão e entender a sua trajetória, as contradições, para saber como acabou ali“, complementou.

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