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Alberto Pecegueiro deixa posto máximo da Globosat após 25 anos, em meio às mudanças no Grupo Globo (Imagem: Divulgação / Globosat)

Diretor-geral da Globosat por 25 anos, Alberto Pecegueiro deixa o posto em janeiro de 2020. De acordo com comunicado oficial do Grupo Globo, divulgado nesta segunda-feira (18), Pecegueiro resolveu encerrar suas atividades executivas na empresa; ele se integra, porém, aos conselhos administrativos das joint ventures da qual o grupo faz parte.

O anúncio da saída de Pecegueiro foi feito por Roberto Irineu Marinho, presidente do Conselho de Administração, e por Jorge Nóbrega, presidente-executivo do Grupo Globo. No primeiro parágrafo da nota assinada pelos dois, o crescimento da Globosat durante a gestão de Pecegueiro ganhou destaque. “A maior programadora de TV por assinatura da América Latina”, ressalta o texto.

“A vida profissional de Alberto se confunde com a história da TV paga no Brasil. Todos os movimentos relevantes da indústria, desde o seu nascedouro, contaram com a sua participação e liderança. Pecegueiro implementou o nosso modelo de programação baseado em parcerias nacionais e internacionais”, salienta o comunicado.

“Além de estimular a entrada e o investimento de canais internacionais no país, teve uma atuação relevante no desenvolvimento dos produtores independentes brasileiros e em diversos outros elos da cadeia de geração de conteúdo: não é por acaso que a TV paga brasileira é a que possui mais conteúdo nacional na sua programação no mundo ocidental, fora os Estados Unidos”, ressalta.

“Ao longo desses anos, os canais da Globosat e seus produtos originais receberam algumas das mais prestigiosas premiações da indústria. Tudo isso produziu a sólida liderança da Globosat, hoje com mais de 30 canais por assinatura, líder disparado de audiência no país. E conseguiu construir uma organização de 2.300 colaboradores engajados, competentes e que vibram pelo negócio”, celebra o Grupo Globo.

A nota também exalta o fato de Pecegueiro ter contribuído “na formulação da nova estratégia de negócio e na discussão do nosso novo modelo organizacional, anunciado no último dia 8”. As mudanças colocam Paulo Marinho, neto de Roberto Marinho, na gestão da TV aberta, das afiliadas e do portfólio de canais por assinatura.

“Será para nós uma perda não ter Alberto na equipe de liderança executiva da Globo de janeiro em diante. Mas ficamos felizes de continuar contando com sua colaboração em outro formato, como nosso representante nos conselhos de administração das quatro ‘joint ventures’ da qual fazemos parte, e no apoio às negociações com nossos parceiros de distribuição”, encerra o texto.

As citadas ‘joint ventures’ compreendem os acordos dos canais Telecine com Fox, MGM, Paramount e Universal; Canal Brasil, com alguns dos maiores produtores do cinema brasileiro; Universal, com o grupo Comcast / NBC Universal; além de uma empresa de conteúdos adultos com o grupo Claxson.

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