Em Um Lugar ao Sol, Denise Fraga fala sobre retorno às novelas

Denise Fraga
Denise Fraga falou sobre sua personagem em Um Lugar ao Sol (Imagem: Fabio Rocha / Globo)

Intérprete da Julia, em Um Lugar ao Sol, Denise Fraga está feliz com seu novo trabalho. Longe das novelas há bastante tempo, a atriz contou como foi a experiência de gravar uma trama seguindo todos os protocolos de proteção contra Covid-19.

“É incrível que a gente tenha conseguido fazer. Quando vi no ar, fiquei maravilhada. Foi um protocolo absurdo. Impressionante como foi tudo feito com cuidado e como a novela ficou caprichada“, disse a artista, em conversa com a coluna de Patrícia Kogut.

“Com 107 capítulos, você consegue manter uma qualidade. Não tinha o estúdio lotado de cenas porque não havia o compromisso de colocar o capítulo no ar no dia seguinte. A adversidade gerou um novo modelo. Foi uma coisa positiva”, pontuou Denise Fraga

Na sequência, a atriz ainda contou: “Eu tive pouca vivência no Projac, ainda chamo assim. O Retrato Falado (quadro do Fantástico) eu gravei fora de lá. Fiz muita coisa em São Paulo também. Quando cheguei, vi que tinha até viaduto. Eu parecia uma turista”.

Denise Fraga fala sobre seus trabalhos

Sem fazer uma novela inteira desde Sangue do Meu Sangue (SBT), em 1995, a artista explicou: “Fica parecendo que sou uma atriz que não faz novelas, mas não é isso. Numa certa hora da vida comecei a fazer teatro direto, foram temporadas longas. Quando as pessoas me ligavam, eu ficava com o teatro”.

“Eu adorei fazer TV, mas nunca vou parar de fazer peças. Vou ter intervalos entre uma e outra, e aí é questão de combinar. Estava com saudade da câmera. Quero pode encaixar as novelas se vierem os convites”, garantiu.

Feliz com a Julia de Um Lugar ao Sol, Denise Fraga comentou: “A personagem é incrível, com muitas camadas. Júlia tem um otimismo crônico, acredita que agora vai dar. Não quer enfrentar as coisas que ela sabe que são ciladas na vida. É um otimismo trágico, de negação”.

“O que eu fiz foi tentar me inteirar no AA (Alcoólicos Anônimos). Estive em algumas reuniões. A personagem é muito reconhecível. Ao mesmo tempo, Júlia é engraçada, tenta rir o tempo inteiro e escamotear tudo o que passa numa alegria histérica. Ela faz piada de si mesma. Eu brinco que a Lícia (Manzo, autora) tem a profissão oculta de psicóloga. É impressionante como ela faz um raio-X de personalidade”, declarou.

“Acho que, de alguma maneira, através dos textos dela, dá voz a muita gente que tem uma angústia e não sabe nomeá-la. Essa é a uma síndrome do nosso tempo. Estamos ficando sem palavras. As pessoas leem menos, cada vez menos acenam para o autoconhecimento. A arte e a literatura dão para a gente uma compreensão da imperfeição humana. Não vamos deixar de sofrer, mas talvez consigamos sofrer de forma mais bonita, com a cumplicidade dos poetas. A arte nos livra da mediocridade. Quem vive sem arte vai ficando sem palavras, e a angústia continua“, disse.

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