Ex-ator da Globo que viveu personagem homofóbico revela ser “livre sexualmente”

Globo
Felipe Ribeiro já trabalhou na Globo (Imagem: Divulgação)

Atualmente interpretando o Cauê em Maldivas, da Netflix, Felipe Ribeiro vive uma história bem diferente da de Fred, seu personagem em Babilônia, da Globo.

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Enquanto atualmente o ator dá vida a um cabeleireiro gay, anos atrás, em 2015, Felipe vivia um homem homofóbico.

Fazer o Fred em Babilônia foi mais complexo, porque o preconceito não tem fundamento apesar de ser fundamentado em alguma coisa. Mas é básico que cada um viva à sua maneira, com direitos iguais, cuidando de si, amando e sendo amado”, contou o artista, em conversa com a Quem.

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Na construção do Fred, não conseguia achar um motivo plausível para ele agir daquela forma, acabei entendendo que ele queria pertencer. Os amigos dele agiam daquela forma, era um efeito manada. O Cauê é um personagem com infinitas possibilidades, dá muito mais liberdade”, explicou.

Questionado sobre a sua sexualidade, o famoso falou: “Eu me considero livre sexualmente, meu último relacionamento foi com um homem, mas sinto que tem algo de gente, pessoas, de química. A sexualidade é uma coisa mais comportamental do que fatídica. Mas, na infância, não fui o menino que esperavam e isso gerou traumas difíceis, principalmente em colégios”.

“Eu não conseguia ir comprar meu lanche na cantina sem ser agredido verbalmente. Estudava em uma escola de freiras e ninguém sabia como lidar. Por muito tempo, fiquei sozinho me cobrando caber em alguma caixa e isso esbarra diretamente naquilo de você não viver plenamente, sempre com medo ou buscando aprovação externa“, recordou Ribeiro.

Fora da Globo, Felipe Ribeiro recorda gravações de Maldivas

Em seguida, o ator contou como foi filmar a trama durante a pandemia da Covid-19: “O projeto foi extenso, tivemos duas paradas. Em dois, três meses de pausa, principalmente em contextos pandêmicos, a gente muda muito. Então, apesar de termos tido mais tempo, foram dois ‘quases’ e sempre que a gente está começando um trabalho novo, a gente mergulha. Depois para”.

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“Além do fato de não ter visto o rosto de todas as pessoas, cria uma impessoalidade esse distanciamento obrigatório. Os protocolos eram rígidos e bem escalonados. E com o elenco, apesar de a gente se cruzar nos corredores, tivemos poucos momentos de interação. Mas na première estivemos juntos e foi muito divertido”, declarou.

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Da RedaçãoDa Redação
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