Ex-Chiquititas fala sobre papel de destaque em Pantanal

Pantanal
Gabriel Santana interpreta Renato em Pantanal (Imagem: Divulgação / Carlo Locatelli)

Conhecido por ser o Mosca em Chiquititas, Gabriel Santana, que também atuou em Malhação, retorna às novelas no remake de Pantanal.

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O ator, que vive o Renato, personagem feito por passado por Ernesto Piccolo, contou que não quis ficar preso à interpretação realizada anteriormente.

“Assisti algumas coisas, mas não muito. Quando um ator faz um remake tem que tomar cuidado de não assistir muito e acabar ficando preso a interpretação do antigo ator”, explicou.

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Além disso, a primeira versão se tratava de uma família branca e muito dependente do pai, nesta nova versão não, somos totalmente independentes. Fora isso, somos uma família preta. São mundos completamente diferentes. A novela está muito mais ‘contemporaneizada'”, completou.

Na história, Gabriel é filho de Tenório, personagem de Murilo Benício e Zuleica, interpretada por Aline Borges. “O Renato tem uma carência enorme pela presença do pai, que está dividido entre duas famílias, e isso o frustra muito“, disse Santana.

A forma que ele consegue traduzir esse sentimento é sendo rebelde, com ironia e respostas atravessadas. Mas, não só o Renato, como a família toda, tem um lugar de carinho e de amor entre si muito grande. Um amor que transborda mesmo. Acho isso fenomenal porque cria uma profundidade incrível no personagem”, declarou.

Gabriel Santana fala sobre discussão de temas importantes em Pantanal

Em seguida, o artista ainda pontuou a importância da novela colocar como pauta temas tão relevantes. “A Globo tem se reformulado o máximo possível. Vemos isso desde o ‘BBB’, que traz muito mais pessoas pretas, pessoas com a bandeira LGBTQIA+, e de variedades regionais do Brasil”, disse.

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“Acho que é papel da emissora, que precisa fazer cada vez mais e mais, até que de fato haja uma mesclagem. Até que a gente veja uma igualdade de gênero, cor da pele, variedade regional e orientação sexual em todos os produtos da casa”, completou Gabriel, que concluiu:

“Para mim, neste papel, tenho uma responsabilidade muito grande, já que a população preta no Brasil é de mais de 50%. Ter um núcleo para falarmos disso é importante para que haja uma conscientização da dívida histórica que existe com os negros”.

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