Ex-contratados acusam Globo de dever dinheiro do pagamento de reprises

Globo recebe acusação de ex-contratados (Imagem: Reprodução / Globoplay)

A Globo continua causando controvérsias com a forma de pagamento para os autores e atores de suas novelas que são reaproveitadas em reexibições futuras.

Há muitos anos, os profissionais ex-contratados questionam o valor pago pelos direitos autorais e direitos de imagem, muito aquém do que eles esperavam.

Agora, a emissora não leva ao ar as novelas somente no Vale a Pena Ver de Novo, mas também no canal Viva e Globoplay, além da exportação para outros países.

Por conta disso, segundo o colunista Flávio Ricco, o ator Felipe Folgosi afirmou que ainda tem pagamentos pendentes para receber. E ele não é o único.

O autor Marcílio Moraes, por exemplo, tem entrado na briga para receber pelos seus direitos no streaming e na TV Paga, alegando “Direitos conexos”:

“Direitos dos autores-roteiristas e diretores são direitos autorais, segundo a Lei 9610/98”.

A Globo, ao se pronunciar, limitou-se a dizer que “efetua todos os pagamentos”. Recentemente, Marcílio Moraes já havia falado sobre o assunto com exclusividade para o colunista Duh Secco.

Quase 28 anos após a estreia da novela Sonho Meu na Globo, ela voltou a ser exibida através do Canal Viva, e ele comentou sobre a reivindicação por direitos autorais.

“O que vejo hoje em dia é a tentativa sistemática de desvalorizar os autores-roteiristas e a própria autoria, no nosso audiovisual. As novas plataformas de streaming estão impondo aos profissionais brasileiros cláusulas abusivas e ilegais, de acordo com a legislação brasileira, aos contratos firmados. Tem a chamada cláusula byout, em que o autor-roteirista é obrigado a ceder absolutamente todos os seus direitos à empresa. Não poderiam fazer isto, mas fazem. A própria Globo, que tradicionalmente valorizou o autor-roteirista, tem ensaiado recuos no respeito aos direitos destes profissionais”.

“E mais uma coisa: tenho várias novelas minhas disponíveis no streaming, tanto as que escrevi na Globo quanto na Record, e nada recebo por isto, o que é uma injustiça, para falar pouco”, acusou.

“Sou presidente da GEDAR, uma associação dedicada à defesa e implementação dos direitos dos autores-roteiristas. Estamos nos preparando para lançar uma grande campanha nesse sentido”, completou.

Da Redação
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