Exclusivo: Silvio de Abreu nega saída do departamento de dramaturgia da Globo

Silvio de Abreu
Silvio de Abreu nega saída do departamento de dramaturgia da Globo; autor comanda área desde 2014 (Imagem: João Cotta / Globo)

Silvio de Abreu segue à frente do Departamento de Dramaturgia da Globo. Esta coluna do RD1 procurou o também autor na tarde desta terça-feira (7) para esclarecer informações, divulgadas pela jornalista Carla Bittencourt, sobre a saída dele do setor, bem como a promoção de Ricardo Waddington ao posto. “Não procede. Fake news”, afirmou Silvio em contato por WhatsApp.

Abreu está na Globo desde 1978. O novelista foi contratado após o êxito de Éramos Seis (1977), que ele e Rubens Ewald Filho escreveram para a Tupi. A primeira experiência na então nova casa, Pecado Rasgado, não surtiu efeito – por desajustes entre texto e direção. Silvio regressou aos folhetins com Plumas e Paetês (1980), por um pedido do titular Cassiano Gabus Mendes, que havia sofrido um infarto.

Emendou tal trama a Jogo da Vida (1981), argumento que Janete Clair entregou especialmente para ele. Na sequência, êxitos como Guerra dos Sexos (1983), Cambalacho (1986), Sassaricando (1987), Rainha da Sucata (1990), A Próxima Vítima (1995), Torre de Babel (1998) e Belíssima (2005).

Desde a década de 1990, Silvio de Abreu dedica-se a supervisionar novos autores. Casos de Maria Adelaide Amaral em Anjo Mau (1997), João Emanuel Carneiro com Da Cor do Pecado (2004), Elizabeth Jhin em Eterna Magia (2007), Andrea Maltarolli com Beleza Pura (2008) e Daniel Ortiz em Alto Astral (2014).

Sob seu comando, o Departamento de Dramaturgia da Globo ampliou a aposta em novos talentos, como Alessandra Poggi, Alessandro Marson, Ângela Chaves, Cláudia Souto, Daniel Adjafre, Manuela Dias, Maria Helena Nascimento, Mário Teixeira, Paulo Halm, Rosane Svartman e Thereza Falcão.

A gestão de Silvio também repercute, porém, pelo apego a determinados autores, como Walcyr Carrasco – com quatro novelas em cinco anos. Em contrapartida, Duca Rachid, Licia Manzo e Thelma Guedes levaram tempo para emplacar uma trama. Ainda, intervenções em trabalhos como Babilônia (2015) e A Lei do Amor (2016).

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Duh Secco é “telemaníaco” desde criancinha. Em 2014, criou o blog “Vivo no Viva”, repercutindo novelas e demais atrações do Canal Viva. Foi contratado pela Globosat no ano seguinte. Integra o time do RD1 desde 2016, nas funções de repórter e colunista. Também está nas redes sociais e no YouTube (@DuhSecco), sempre reverenciando a história da TV e comentando as produções atuais.