Fabio Porchat
Fábio Porchat e Danilo Gentili no “The Noite”; comediante fala sobre humor de colega do SBT (Imagem: Divulgação / SBT)

Fabio Porchat entrou na polêmica sobre o humor praticado por Danilo Gentili, que tem provocado reações diversas entre o público. O comediante afirmou que Danilo é diferente dele e deu como exemplo o lado político.

O Danilo é bem diferente de mim. É de direita, enquanto eu sou de esquerda, e tem um humor mais agressivo. Eu concordo com ele nesse lance de poder fazer piada com tudo. Mas ele leva até as últimas consequências, vai até um extremo, e passa um pouco do ponto“, declarou à revista “Trip”.

Porchat destacou que as atitudes de Gentili o fez ganhar muitos críticos. “Aí, em vez de angariar pessoas a favor, ele angaria contra. O Danilo não faz nada sem querer. Você pode concordar ou não, mas é um cara que tem personalidade. Você pode achar que é uma personalidade merda, mas personalidade ele tem“, completou.

Fabio Porchat também fez uma reflexão sobre o limite do humor no Brasil: “Quando a gente fala que pode fazer piada com tudo, a tendência é ir ao extremo sombrio da possibilidade. Pode fazer piada com judeu morrendo no campo de concentração? Eu jamais vou defender que sim, não acho graça. Vamos rir da mulher estuprada? Não, pelo amor de Deus, não. Por isso gosto do politicamente correto“.

Antigamente, as pessoas não pensavam para fazer piada – e qualquer coisa que você faça sem pensar é ruim. Quando o politicamente correto te barra, ele te faz pensar. Se, ainda assim, você decidir fazer, foi uma decisão consciente e você vai poder defendê-la“, completou.

Sem previsão para estrear com o seu novo programa no GNT, o apresentador revelou o que o deixa irritado. “Ouvir que ‘o Fabio pegou dinheiro da lei Rouanet para enriquecer’. É ignorância, falta de informação e maldade. E aí começa essa luta maluca de que o artista virou inimigo, de que ser de esquerda é ser comunista. As pessoas não entendem que a indústria do cinema e do teatro emprega milhares de pessoas“, garantiu.

O famoso ressaltou como a Lei de incentivo à cultura funciona. “Muita gente acha que é só pedir R$ 2 milhões para a lei Rouanet, colocar no bolso e fazer uma peça qualquer em um teatro qualquer. Esse dinheiro quem pede não é nem o artista. Talvez a lei precise de ajustes, mas então vamos ajustar, não acabar com ela“, desabafou.

Sobre a lei, o artista deu exemplos de como ela poderia se tornar justa para todos: “Melhoraria a fiscalização. Tem que corrigir, por exemplo, se estiver indo muito dinheiro para o Rio e para São Paulo e pouco para o Nordeste. A lei é para fazer produtos culturais florescerem no Brasil todo. Concordo que a população tem que ficar em cima para garantir que não tenha desvio, mas não dá para ouvir que é mamata, que o governo dá dinheiro para os artistas falarem bem dele“.

Recebeu dinheiro José de Abreu, recebeu dinheiro Regina Duarte. O Lobão e o Roger receberam e o Caetano também. Não se tem notícia de algum projeto de um artista que foi negado porque o governo tinha uma posição política diferente“, concluiu.

 

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