Felipe Neto dispara comentário polêmico após veto de Jair Bolsonaro

Felipe Neto
Felipe Neto manda recado aos membros do Congresso Nacional após veto do presidente Jair Bolsonaro (Imagem: Reprodução – YouTube / Montagem – RD1)

Felipe Neto saiu em defesa da distribuição de absorventes higiênicos depois do veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em cima da questão. A ação beneficiaria milhões de jovens de baixa renda e contribuiria para uma questão fundamental de saúde pública.

Em tom debochado e polêmico, o youtuber afirmou que, “se homem sangrasse pelo rabo todo mês”, o governo federal “já teria projeto de absorvente grátis desde 1954”.

O comentário de Felipe Neto surgiu horas depois de um vídeo de Rafa Brites, que reagiu revoltada após a atitude de Bolsonaro: “A gente precisa mobilizar as redes sociais, compartilhar essa notícia e derrubar esse veto de lei, desse projeto de lei tão especial para todas as mulheres, de todas as idades”.

“E principalmente do futuro da educação do país, que depende de nós mulheres estarmos lá sendo educadas e ocupando o nosso espaço”, declarou.

Uma seguidora do ativista, professora, comentou sobre a decisão do governo: “O Bolsonaro vetou um produto básico e essencial. Não precisa menstruar para ter empatia com quem menstrua e entender que esse projeto é importante. Como professora há anos, eu posso dizer com todas as letras a necessidade desse projeto! Gente, esse veto é um soco na nossa cara”.

A desculpa

Na decisão, Jair Bolsonaro afirmou que o item não aparece na lista de produtos essenciais do SUS. “Quando qualquer projeto cria despesa, o congressista sabe que tem que apresentar a fonte de custeio. Quando não apresenta, se eu sanciono, eu estou incluso no artigo 8 da Constituição, crime de responsabilidade”, comentou em conversa com apoiadores.

“Os cálculos lá do autor do projeto, que é um deputado do PT, é que se gastaria R$ 80 milhões por ano com absorvente. Fazendo as contas rapidamente, R$ 80 milhões divididos por 12, dá R$ 7 milhões por mês”, calculou.

“Cada mulher teria 8 absorventes por mês. Ele diz lá no projeto que custaria para nós 1 centavo cada absorvente. Eu perguntei: ‘E a logística para distribuir no Brasil todo?’. Eu não tenho alternativa, sou obrigado a vetar”, disse.

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Paulo Carvalho
Paulo Carvalho acompanha o mundo da TV desde 2009. Radialista formado e jornalista por profissão, há cinco anos escreve para sites. Está no RD1 como repórter. Pode ser encontrado nas redes sociais no @pcsilvaTV ou pelo email [email protected].
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