Filha de Ana Maria Braga prega o fim das fraldas descartáveis e mostra como se faz

Ana Maria Braga e sua filha, Mariana Maffeis (Imagem: Reprodução / Instagram)

Mariana Maffeis, filha mais velha de Ana Maria Braga, surpreendeu ao revelar que é adepta da sustentabilidade na criação do filho Varuna, de 2 meses. Em conversa com a Quem, ela contou que usa fraldas de pano em vez de descartáveis.

“Resolvemos nos mudar para o interior para estarmos mais próximos de onde são produzidos os alimentos, também pela oferta de alimentos orgânicos produzidos localmente”, explicou.

“Então essa coisa de sair do grande centro urbano foi uma decisão ecológica e política. E a maternidade também pode ser um grande estopim para aumentarmos nossa consciência e nosso desejo de evolução”, declarou.

“Estou nesse caminho de me conscientizar e diminuir a minha pegada ecológica há uns 20 anos. Primeiro temos que trabalhar a questão do inconsciente, se é que isso é possível, através de alguma ferramenta que atue no medo”, confessou.

“Na minha opinião, vivemos numa indústria do medo. Então é preciso trabalhar isso e conseguir se certificar e se empoderar. Acho que a ecologia na gravidez tem a ver com empoderamento. Posso trilhar um caminho diferente, dar conta das coisas e dispensar outras, posso enxergar o que realmente importa e preciso”, disse ainda.

Já sobre o uso das fraldas descartáveis, ela descartou totalmente:

“Uso fralda de pano no Varuna, assim como usei nas outras duas meninas. Faço isso por vários motivos. Se o bebê fizer xixi e se sentir molhado, ele tem consciência de que ele usa o esfíncter e fica molhado e não fica seco que nem a fralda química. Para mim é mais prático. Eu mesma lavo duas vezes as fraldas. Gosto de ver os sinais do neném para colocá-lo para fazer cocô fora da fralda. Então são poucas as fraldas que sujam”.

“Tem a ver com as nossas escolhas, com o que consumimos e de que forma, com o que pensamos da vida. Viemos aqui só para extrair nossas necessidades ou para deixar um lugar melhor para nossos filhos?”, questionou.

“Na realidade, pegamos emprestada a terra dos nossos filhos e netos. Temos que mudar esse paradigma de que precisamos saciar nossas necessidades. Precisamos cuidar para que os recursos naturais sejam garantidos para as gerações vindouras. Acho que isso é um ponto de partida para uma vida mais sustentável”, completou.

“Na minha alimentação não consumo muitos recursos, por isso não tive como fugir do vegetarianismo. É sabido que para produzir 1 kg de carne requer pelo menos 15 mil litros de água em comparação à produção de 1 kg de cereal, que requer 3 mil litros de água. Infelizmente os cereais são plantados para alimentar o gado. Ainda tem isso, nós poderíamos estar usando esses grãos que são produzidos para a alimentação animal para a alimentação humana. Talvez assim poderíamos até erradicar a fome”, disse ainda.

“A questão ecológica passa pelos nossos hábitos e não é fácil querer enxergar e questionar. Não é para todo mundo virar vegetariano, mas é possível olhar para isso e repensar”, garantiu, dizendo ainda que usa a água de forma consciente:

“Jamais desperdiço. Nós vamos construir uma casa e queremos ter uma cisterna ou duas de água de chuva. Estamos vivendo um momento de vislumbramento de uma crise hídrica. É uma questão que permeia o uso consciente da água não só na micro instância, mas no consumo diário. Não adianta nada lavar o carro com a água reutilizada da máquina e comer 1 kg de carne por dia. É mais ou menos por aí”.

“Estou morando no interior há um ano, mas tenho interesse em estudar agricultura biológica. Por enquanto, a minha rotina ainda está muito voltada para as minhas crianças e o que elas demandam, ainda mais agora com um recém-nascido”, afirmou.

“Mas gosto muito de plantas, trouxe todas as plantas que tinha em São Paulo para cá e estamos plantando algumas ervas, além de tomate, batata e espinafre. Sempre mexi muito com plantas, mas ainda não estou num momento da minha vida em que posso me dedicar a plantar a minha própria comida porque isso é um grande labor e é uma missão que requer muita responsabilidade e, portanto, deve ser num momento adequado de vida”, finalizou.

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