Galvão Bueno se desculpa por erro nas Olimpíadas e critica atitude polêmica da Seleção Brasileira

Galvão Bueno
Galvão Bueno se desculpa por erro nas Olimpíadas e critica atitude polêmica da seleção brasileira (Imagem: Divulgação / Globo)

A grande cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Tóquio percorreu a madrugada e a manhã deste domingo (8) e dois pontos na cobertura da Globo se destacaram: a desculpa de Galvão Bueno por uma atitude equivocada e a crítica dele a um gesto polêmico da Seleção Brasileira de futebol.

O narrador explicou que a emissora recebeu uma carta da embaixada japonesa no Brasil, apontando erros no discurso dele e de outros comentaristas, e aproveitou a deixa para admitir a falha em alguns discursos:

Eu queria aproveitar esse momento para dizer que a Globo recebeu uma carta do consulado do Japão no Rio de Janeiro e também da embaixada do Japão no Brasil sobre comentários que nós fizemos na cerimônia de abertura envolvendo fatos históricos”.

Dando sequência ao comunicado, Galvão explicou brevemente quais foram as questões, deu uma contextualizada no comunicado que a Globo recebeu e pediu desculpas:

Essa carta enfatizou o que todos nós sabemos, o compromisso do Japão com a paz, que o país não se furtou em reconhecer erros do passado, mas apontou uma imprecisão nossa em comentários em relação à bandeira do país e à figura do imperador. A carta também elogiou nossa transmissão e nossa cobertura das Olimpíadas. Aproveito então para agradecer os elogios, e nos desculpamos se cometemos alguma imprecisão. O objetivo absolutamente não era esse”.

Além de tudo, o veterano elogiou bastante o jeito que o Japão “encantou o mundo” na organização das Olimpíadas e parabenizou os asiáticos por ter feito isso numa situação tensa, em tempos de pandemia da Covid-19:

Enviou uma mensagem de paz, de esperança, de inclusão. E ele foi extremamente hospitaleiro com os estrangeiros que foram até Tóquio para os Jogos. Fui testemunha disso mesmo não tendo ido. Gostaria de estar lá. Demonstrei várias vezes essa vontade. A primeira vez que fui ao Japão foi há 40 anos. Fui dezenas de vezes ao Japão, aprendi a amar esse país, e aprendi a receber sempre muito carinho e muito respeito por parte dos japoneses. Nossa equipe lá foi testemunha disso. Então se cometemos alguma falha, pedimos perdão. Mas agradecemos os elogios recebidos”.

Mudando o tom, Galvão Bueno reprovou com firmeza o fato dos jogadores de futebol, que ganharam a medalha de ouro pela segunda vez seguida nos jogos olímpicos, não terem usado o agasalho definido — e obrigatório — pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil), que tinha o logotipo da empresa patrocinadora.

Depois de bater a Espanha por 2 a 1, os atletas subiram no pódio com a peça amarrada na cintura, diferente de outros esportistas que cumpriram essa obrigação. O global fez suas críticas:

Enaltecer a conquista do bi olímpico ontem mas lamentar a atitude tomada. Eu gostaria de saber de onde partiu a decisão de não usar o uniforme inteiro do Comitê Olímpico, amarrar na cintura, e usar a camisa do time da CBF. Profundamente lamentável a atitude, não sei de quem partiu isso, vou seguir buscando quem seria o responsável”.

O narrador lembrou da fala de Bruno Fratus, medalhista da natação que chamou os futebolistas de desconexos e alienados, e confirmou a reprovação à atitude polêmica:

Fratus disse que foram inconsequentes, ele está certo, eles podem prejudicar muito a sequência dessas pessoas, desses atletas, que precisam muito desse amparo de patrocínio. Brilhante a conquista, fantástica a conquista do futebol, lamentável atitude de não usar o uniforme, seria obrigatório usar para receber a medalha de ouro”.

O COB emitiu uma nota de repúdio pela atitude da equipe, afirmando que informará em breve as medidas tomadas por esse comportamento transgressor. Os campeões de futebol de 2020 (com as partidas realizadas em 2021) afirmaram que essa recomendação veio da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Voltando a falar de Fratus, ele foi bem direto na sua opinião: “A mensagem foi clara: não fazem parte do time e não fazem questão. Também estão completamente desconexos e alienados às consequências que isso pode gerar a inúmeros atletas que não são milionários como eles”.

Confira:

Matheus Henrique Menezes
Oficialmente redator desde 2017. Experiências como editor e social media. Já escrevi sobre famosos, TV, novelas, música, reality show, política e pauta LGBTI+. Vídeos complementares no YouTube, no canal Benzatheus.
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