A notícia agradou os fãs da velocidade: o Circuito Internacional de Sepang, na Malásia, está de volta ao calendário da Fórmula 1 em 2026.
A pista receberá uma etapa no dia 4 de outubro, encaixada entre os GPs do Azerbaijão e de Singapura, e retorna ao Mundial após anos de ausência, já que sua última corrida havia sido em 2017.
Para quem acompanha a categoria há tempo, é o reencontro com um dos traçados mais queridos da era moderna.
Vale um esclarecimento importante: embora a corrida aconteça em solo malaio, ela manterá oficialmente o nome de Grande Prêmio do Bahrein.
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O motivo é que Sepang entrou para preencher a vaga deixada pela etapa do Bahrein, cancelada por conta dos conflitos no Oriente Médio.
Ou seja, a pista da Malásia volta, mas emprestando seu palco a um GP de outro nome. Independentemente da nomenclatura, o retorno é motivo de festa, e a ocasião é perfeita para relembrar cinco momentos que marcaram a história da F1 no circuito.
1. A estreia grandiosa em 1999
Tudo começou em 1999, quando Sepang recebeu sua primeira corrida de Fórmula 1 e imediatamente impressionou pela modernidade.
Projetado pelo arquiteto Hermann Tilke, o circuito trouxe um traçado amplo, com retas longas e curvas de raios variados que se tornariam sua marca registrada, favorecendo ultrapassagens e exigindo o máximo dos carros.
A prova de estreia já entrou para a história com um retorno espetacular:
- Michael Schumacher, recuperado de uma fratura na perna, voltou à ativa e, mesmo sem disputar o título naquele ano, dominou o fim de semana e ajudou o companheiro Eddie Irvine na briga pelo campeonato.
Foi o cartão de visitas de uma pista que prometia grandes espetáculos.
2. O reinado de Schumacher nos anos 2000
Ao longo da primeira década de 2000, Sepang virou território familiar para Michael Schumacher e a Ferrari.
O alemão colecionou vitórias no circuito malaio durante o auge de sua era dominante, transformando a etapa em uma das paradas mais confortáveis de suas campanhas de título.
O calor extremo e a umidade da Malásia sempre tornaram a prova um teste brutal de resistência física para os pilotos e de confiabilidade para os carros.
Schumacher, com sua preparação lendária, costumava levar vantagem justamente nessas condições adversas, o que ajudou a consolidar sua ligação com a pista e a construir parte de sua legado ali.
3. O “Multi 21” de 2013
Talvez o momento mais polêmico da história de Sepang tenha acontecido em 2013, com o episódio que ficou eternizado como “Multi 21”.
Na Red Bull, a equipe havia ordenado que os pilotos mantivessem suas posições, com Mark Webber à frente de Sebastian Vettel, através do código de rádio que dava nome ao caso.
Vettel, no entanto, ignorou a ordem, ultrapassou o companheiro e ficou com a vitória. O resultado gerou um clima glacial no pódio e uma das maiores crises internas já vistas em uma equipe de F1.
A imagem de Webber visivelmente irritado e de Vettel tentando se justificar virou símbolo das tensões entre companheiros de equipe, e Sepang foi o palco desse drama inesquecível.
4. O duelo de Hamilton e a era híbrida
Com a chegada da era dos motores híbridos, a partir de 2014, Sepang seguiu produzindo capítulos marcantes, muitos deles envolvendo Lewis Hamilton e a Mercedes.
O circuito foi cenário de disputas internas acirradas entre o britânico e seu companheiro Nico Rosberg, no período em que os dois travaram uma das rivalidades mais intensas do grid.
A pista também guardou momentos de azar para Hamilton, como quebras de motor em posições privilegiadas que impactaram diretamente brigas pelo título.
Essa combinação de domínio da Mercedes e reviravoltas mecânicas manteve Sepang relevante mesmo na fase final de sua permanência no calendário, sempre entregando emoção e imprevisibilidade.
5. A despedida em 2017 com Verstappen
O ponto final da primeira passagem de Sepang pela F1 veio em 2017, e coube a um jovem talento protagonizar o encerramento.
Max Verstappen, então em ascensão pela Red Bull, venceu a última corrida disputada no circuito antes de sua saída do calendário, deixando sua marca na despedida.
Foi um desfecho simbólico: uma pista que nasceu vendo o veterano Schumacher brilhar se despediu coroando um representante da nova geração.
Aquela vitória de Verstappen ganhou ainda mais peso com o tempo, à medida que o holandês se firmou como um dos grandes nomes do esporte.
Agora, com o retorno confirmado para 2026, os fãs terão a chance de ver novos capítulos sendo escritos em um dos palcos mais especiais da história recente da Fórmula 1.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias
