O jornalista Octavio Guedes pediu a palavra no “Estúdio I”, da Globo News, na última quinta-feira (24) para repercutir as acusações de, junto o Procurador-Geral da Justiça Eduardo Gussem, ter “vazado informações” sobre as investigações de transações suspeitas feitas pelo senador eleito Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro. O posicionamento veio após uma repercussão de Octavio dividindo a mesa de um restaurante com Gussem, como se estivesse conspirando contra o herdeiro do presidente.
“É uma foto minha almoçando com o Procurador-Geral de Justiça Eduardo Gussem, num restaurante aqui perto da Rede Globo. Por que? Porque eu sou trabalhador, a explicação é essa!”, disse Octavio Guedes, acusado por partidários da família Bolsonaro de tentar prejudicar, junto ao Grupo Globo, os membros do clã. O conteúdo da conversa, segundo ele, foi tema do “Estúdio I”, atração de Maria Beltrão, na sexta-feira anterior (18).
“Minha função é jornalista. Do quê faz o jornalismo? Você pegar informação, você procurar informação. […] O senador eleito Flávio Bolsonaro entrou no STF pedindo a suspensão da investigação que corria no Ministério Público estadual porque ele alegava que o Ministério Público tinha quebrado o sigilo bancário dele ao fazer uma consulta ao Coaf. […] Aproveitei e ouvir o Gussem sobre essa questão”, explicou Octavio, afirmando ter conversado também com outras fontes.
“É tão patético o que tão fazendo, é tão ridículo o que tão fazendo que eu me senti no dever de falar com você, assinante, que tá me mandando mensagem. Você me conhece, sabe que eu sou absolutamente transparente. Encontro com fontes, sou pago pra isso, pra me encontrar com fontes. Encontro em ambientes públicos e vou continuar encontrando porque ninguém vai transformar em crime o trabalho jornalístico de apurar. Ninguém vai me intimidar com milícia digital, com o que for, o que seja”, concluiu ele.
William Waack deve ser o primeiro contratado da CNN Brasil
A CNN Brasil, canal de TV fechado a cargo do empresário Rubens Menin e do jornalista Douglas Tavolaro, outrora vice-presidente de jornalismo da Record, deverá contar com William Waack entre seus funcionários. Waack, que deixou a Globo em dezembro de 2017 – em meio a uma polêmica envolvendo racismo – já é considerado “nome certo” entre os contratados do novo canal de notícias, segundo informações obtidas pelo RD1.
William Waack acumula passagens por veículos como “Jornal do Brasil”, “O Estado de São Paulo” e “O Globo”. Em 1991, foi sequestrado durante a cobertura da Guerra do Golfo, no Iraque, por forças do ditador Saddam Hussein. Chegou à Globo em 1996, como correspondente em Londres. Em 2005, assumiu a bancada do “Jornal da Globo”, ao lado de Christiane Pelajo.
Duh Secco é "telemaníaco" desde criancinha. Em 2014, criou o blog Vivo no Viva, repercutindo novelas e demais atrações do Canal Viva. Foi contratado pela Globosat no ano seguinte. Integra o time do RD1 desde 2016, nas funções de repórter e colunista. Também está nas redes sociais e no YouTube (@DuhSecco), sempre reverenciando a história da TV e comentando as produções atuais.