Lucélia Santos faz apelo para voltar à TV, mas exige “grande papel”

Lucélia Santos
A atriz Lucélia Santos, que marcou época na dramaturgia da Globo (Imagem: Divulgação)

Depois de nove meses morando em Portugal, onde gravou a novela Na Corda Bamba, do autor Rui Vilhena, Lucélia Santos contou durante uma live com o escritor Silvio Cerceau, da editora SC Literato, que pretende voltar aos trabalhos assim que a quarentena chegar ao fim.

Questionada sobre o seu afastamento da TV brasileira, a atriz, que está longe das novelas desde Cidadão Brasileiro (2006), da Record, demonstrou certa irritação e citou a trama portuguesa como o seu trabalho mais recente, embora admitiu que está disposta a voltar a atuar no nosso país.

“Assim que me convidarem eu vou fazer novela. Agora não por conta da pandemia. Por favor, me convidem, eu terei muito gosto de exercer a minha profissão e o meu talento na televisão brasileira também”, avisou. Cerceau endossou o pedido e afirmou que a atriz precisa de um grande papel. “É o mínimo!”, condicionou a veterana.

Lucélia também se mostrou desconfortável ao ser questionada sobre fato de não ter sido convidada para protagonizar a minissérie Engraçadinha: Seus Amores e Seus Segredos (1995), embora tenha estrelado a adaptação cinematográfica baseado na obra de Nelson Rodrigues em 1981 – na TV, o papel ficou com Alessandra Negrini e Claudia Raia.

“Não são perguntas que se faça a uma atriz, tem que perguntar isso para os produtores, diretores e autores, não a mim, sei lá o que aconteceu, não tenho a menor ideia”, respondeu Lucélia, que recordou também que foi escolhida pelo próprio Nelson Rodrigues para dar vida à personagem no cinema, além de ter atuado em outros filmes inspirados nas obras do escritor, entre eles A Serpente, lançado no ano passado.

Aos 63 anos de idade, Lucélia Santos conquistou o prestígio do público e a fama internacional logo em seu primeiro trabalho na TV, no papel de protagonista da novela Escrava Isaura, em 1976. Ela participou de outros trabalhos de sucesso, como Locomotivas (1977), Água Viva (1980), Guerra dos Sexos (1983) e Vereda Tropical (1984), mas considera sua trajetória nas telonas como a consagração de sua profissão.

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Daniel Ribeiro cobre televisão desde 2010. No RD1, ao longo de três passagens, já foi repórter e colunista. Especializado em fotografia, retorna ao site para assinar uma coluna que virou referência enquanto esteve à frente, a Curto-Circuito. Pode ser encontrado no Twitter através do @danielmiede ou no danielribeiro@rd1.com.br.