Luciano Huck faz alerta sobre “governo autoritário” e cita Venezuela ao falar do Brasil

Luciano Huck
Luciano Huck faz alerta sobre “governo autoritário” durante o Caldeirão (Imagem: Reprodução / Globo)

Durante o Caldeirão do Huck deste sábado (3), no quadro Quem Quer Ser Milionário?, Luciano Huck decidiu falar sobre questões históricas envolvendo um governo autoritário e deu algumas indiretas sobre o risco do Brasil se tornar um país com características semelhantes às da Venezuela.

Como exemplo, ele utilizou uma refugiada, a professora de história e geografia Marifer Vargas, que deixou a região venezuelana há quatro anos. Seu marido chegou ao Brasil um ano depois, após ter denunciado um caso de corrupção em uma empresa estatal do seu país de origem.

Por lá, ele trabalhou em uma emissora pública de TV, sendo perseguido politicamente e, junto com a esposa foi sequestrado. A história fez com que Luciano alertasse os telespectadores sobre os riscos de se viver num país onde a democracia não é respeitada.

 “A sua geração na Venezuela sentiu na pele o que acontece quando tem regime autoritário, regime pouco democrático, não importa se de esquerda ou de direita. Estou falando de democracia, liberdade”.

No país, Marifer tinha um padrão alto de vida, morava em uma casa com 350m², tinha carro e tanto ela como o marido tinham bons empregos. No Brasil, logo quando chegaram, precisaram dividir um quarto com outras 15 mulheres em São Paulo.

O vizinho aqui do lado é a prova que a vida pode mudar muito —a vida de todo mundo—, num piscar de olhos. Muda de um jeito para outro. Que a defesa da democracia, defesa do direito de votar, direito a opinião, pensar diferente, respeitar o diferente. Faz você mudar de país, de vida, de padrão, de tudo“, disse Luciano.

Outro detalhe citado pela professora foi a mudança no currículo escolar venezuelano, onde passou a ressaltar a “soberania absoluta da pátria“. Além disso, o governo impôs a presença de militares nas escolas.

Ao questionar sobre quanto tempo demorou para a vida de Marifer ter uma mudança brusca, o global fez mais um alerta: “Esse sonho todo, por um governo equivocado, sobre ponto de vista de liberdade, que afronta a democracia, em quanto tempo isso tudo acabou e você se viu tendo de fugir para outro país“. A convidada, então, respondeu que a reviravolta aconteceu em cerca de dois anos.

Elson Barbosa
Jornalista, encantado pelo entretenimento e pela possibilidade de contar e conhecer várias histórias ao mesmo tempo. Está no RD1 como repórter. Pode ser encontrado nas redes sociais no @ellsonbarbosa
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