Luciano Huck se irrita e desabafa sobre venda de vacinas para empresas

Luciano Huck
Luciano Huck desabafou sobre situação da vacina no país (Imagem: João Miguel Júnior / Globo)

Luciano Huck usou o seu perfil do Instagram para desabafar sobre o projeto de lei que libera a compra de vacinas contra a Covid-19 pelo setor privado para imunizar funcionários.

“Eu vou tomar a vacina quando chegar a minha vez no SUS”, disparou o apresentador da Globo, que ainda declarou: “Diga não à fila dupla”.

O comunicador fez referência o texto-base do projeto aprovado na Câmara dos Deputados que permite que empresas comprem vacinas contra a Covid-19 para imunizar funcionários.

A proposta mantém a exigência de doação dos imunizantes ao SUS, mas permite que firmas usem cota privada enquanto governo ainda vacina grupos prioritários.

A legislação atual, cabe lembrar, permite a compra dos imunizantes pela iniciativa privada, mas exige que todo o estoque seja doado ao SUS até que a vacinação dos grupos prioritários seja concluída. O projeto, cujo texto-base foi aprovado pela Câmara nesta terça (6), retira a exigência.

Na legenda da publicação feita no Instagram, o marido de Angélica ainda pediu: “Vacina sim, fila dupla não”.

Nos últimos dias, Luciano Huck usou as redes sociais para fazer um desabafo acerca da desvalorização do professor no Brasil. O apresentador, cuja candidatura à presidência para 2022 ainda é dúvida, usou um dos confinados do BBB 2021, João Luiz, para exemplificar a situação do professorado no Brasil.

João, que é professor de Geografia, conversou com Fiuk e fez um relato sobre a situação da profissão e comentou sobre o salário dos professores. Huck aproveitou a deixa para pôr uma lupa no assunto e debater a valorização do profissional da educação no Brasil.

“No BBB 21, o participante João Luiz deu um relato para Fiuk sobre sua realidade e seu salário como professor de geografia. ‘Eu dava 18 aulas semanais em 2020. Elas eram distribuídas de segunda a sexta, todos os dias, na parte da manhã, e à tarde eu ficava cumprindo uma hora na escola que eu tinha que cumprir. Eu pegava um ônibus que custava R$ 30 a passagem. Então todos os dias eu gastava R$ 60 só de passagem. Eu ganhava R$ 2.000,00′”, contou ele.

“Com os descontos que ele gastava com transporte, ele precisava se virar para pagar as contas. “Então, no final do mês, o meu salário era R$ 1400, R$ 1500, dependendo da quantidade de aula que eu dava. Isso pra pagar aluguel, transporte, alimentação, comida, etc…”. João então citou o namorado, que também é professor. ‘E é muito doido porque o Igor, meu namorado, por exemplo, dá aula de manhã, à tarde e às vezes à noite… pra gente somar tudo o que a gente ganha, junto, e ter uma vida suave’”, completou o global.

“Conseguir pagar [as contas], conseguir guardar um negocinho, fazer uma viagem, conseguir trocar um celular, comprar uma televisão, mobiliar a casa… imagina pra quem tem família pra sustentar”, lamentou.

“Não existe país desenvolvido onde professores não são valorizados, aplaudidos, respeitados e bem remunerados. Simplesmente não existe. Os professores são as pontes que nos levam ao país que queremos”, relatou o apresentador do Caldeirão.

Fábio AlmeidaFábio Almeida
Fábio Almeida é jornalista, produtor multimídia e um apaixonado pelo que acontece na televisão. É redator e responsável pela coluna "Do Fundo do Baú", publicada às quintas-feiras no RD1, com conteúdos marcantes da história da TV brasileira. Está nas redes sociais no @luizfabio_ca e também pode ser através do email luizfabio@rd1audiencia.com
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