Lúcio Mauro Filho faz desabafo comovente e sincero sobre a Covid-19

Lúcio Mauro Filho
Lúcio Mauro Filho recordou período que teve Covid-19 (Imagem: Reprodução / Instagram)

Lúcio Mauro Filho resgatou uma foto do ano passado para falar sobre um momento difícil que enfrentou nesse momento de pandemia da Covid-19. No desabafo, o ator recordou das coisas que aconteceram quando testou positivo para o vírus.

“Hoje não é dia de TBT, mas estou postando essa foto de 14 de Agosto de 2020, exato um ano atrás, quando testei positivo para Covid. 5 meses trancado em casa e na única vez que sai, me infectei”, iniciou o artista, que postou um registro de máscara.

“Estávamos prestes a começar as gravações presenciais da ‘Escolinha’, sob protocolo que havia sido meticulosamente preparado pela Globo. O PCR foi marcado para ser feito na minha casa. Na noite anterior fiz a leitura on-line da segunda temporada de ‘Diário de Um Confinado’. Ao final da reunião, fechei o computador e desci as escadas para contar pra família como tinha sido. Um frio absurdo me acometeu”, relatou o artista.

“Fui no quarto pegar um casaco e de repente não era mais frio, era calafrio. Em 30 minutos estava com 38 de febre. Mais uma hora e já não sentia mais cheiro, me faltava o ar e eu tinha certeza de estar contaminado. A família se assustou e eu já pedi pra Cíntia ir dormir com as crianças. Passei aquela madrugada sozinho no quarto sem conseguir dormir”, contou Lúcio.

“Pela manhã, o PCR comprovou a infecção. Avisei pros meus companheiros da ‘Escolinha’, disse que estava tudo bem, que eu não estava sentindo nada, não queria assusta-los. Mas eu estava passando mal e morrendo de medo. Pra completar um monte de assuntos aconteceram na minha vida e no Brasil naquele momento e eu me deprimi profundamente”, revelou o ator, que assim como muitos, teve que lidar com a saudade da família mesmo estando na mesma casa.

“Só fui começar a melhorar no décimo dia e mesmo assim, passei 25 testando positivo. 25 dias trancado num quarto, sem poder beijar minha Cici, levar um som com Bento, me atracar com a Lulu. Graças ao confinamento, Liz, minha filha temporã, acabara de estabelecer sua parceria comigo. Estávamos no auge do nosso namoro, quando fui infectado”, lamentou Lúcio.

Na sequência, ele lembrou o que a filha fazia: “Ela batia na porta do quarto gritando ‘Papai, é a Liz! Abre a porta por favor!’. E eu só conseguia chorar e pedir pra Deus que me deixasse por aqui. Ele me atendeu”.

“Cada pessoa que perdi desde então, é um sofrimento amplificado por esse sentimento do ‘podia ter sido eu’. Por isso faço esse apelo para que todos continuem tomando cuidado. A vacina não é a cura, mas sim a ferramenta para nos deixar cada vez mais resistentes ao vírus. Vacinem-se, usem máscara e cuidem dos seus. Nós vamos vencer, mas o jogo ainda está longe de terminar!”, concluiu.

Carol Bittencourt
Caroline Bittencourt é jornalista, pós-graduada em Comunicação e Design Digital. Atua como redatora e produtora de conteúdo para redes sociais. Está nas redes sociais no @bittencourt.caroline.
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