Lutadora entra ao som de Favela Chegou com voz de Anitta e Ludmilla reage

Anitta
Anitta e Ludmilla não se dão bem (Imagens: Globoplay / YouTube)

A rivalidade entre Ludmilla e Anitta foi esquecida por alguns minutos e a própria Lud fez questão de comemorar o fato da parceria entre elas na música Favela Chegou ter ido parar nas Olimpíadas de Tóquio.

Tudo começou quando a pugilista Beatriz Ferreira entrou no ringue ao som do hit das duas, na semifinal contra a finlandesa Mira Potkonen, e Ludmilla, encantada com o que viu, reagiu imediatamente.

Em seu perfil no Instagram, a funkeira compartilhou o vídeo da boxeadora brasileira com sua música ao fundo e escreveu: “Pra cimaaa”. Bia Ferreira, inclusive, venceu a competição.

Agora, ela se classificou para a semifinal e vai encarar a irlandesa Kellie Harrington na disputa pelo ouro na madrugada de domingo. Meses atrás, Ludmilla comentou sua rivalidade com Anitta.

A cantora falou sobre as suas desavenças entre as duas, em uma entrevista ao jornal O Globo.

“Ela é uma pessoa muito ardilosa, manipuladora. Só quero distância e mais nada”, disparou a funkeira, acrescentando que quando trabalhavam juntas a colega costumava criticá-la.

“Ela passou a vida me tachando de inferior a ela. Teve uma época em que me chamava de ‘projetinho de Alcione’, como se isso fosse uma ofensa. Mas mal sabe ela que a Alcione é uma das minhas maiores referências.”

A briga entre as duas explodiu publicamente devido às divergências sobre a autoria da música Onda Diferente. A letra foi composta por Lud, mas durante a apresentação no último Rock in Rio, em 2019, ela descobriu que a Poderosa estava creditada também como uma das compositoras do hit, o que não estava previsto no contrato. 

Ainda na entrevista, Ludmilla também comentou os ataques racistas que recebeu nas redes sociais. Recentemente, a artista decidiu suspender a sua conta na rede social, após receber uma série de xingamentos. “Foi a gota d’água, sabe? Costumo não me importar, mas imagina você apanhar todos os dias? Uma hora cansa. Dói!”, desabafou.

“Sou ser humano e, às vezes, me sinto esgotada, mas me refaço. É o compromisso que tenho comigo e com o meu público. Comentários racistas me dão nojo. Parece que o mundo está evoluindo, mas ainda tem muita gente atrasada”, lamentou.

Por falar em racismo, a intérprete de Verdinha, atribui toda a polêmica em torno da música ao preconceito velado pela sua raça. A música eleita a melhor do ano de 2020, pelo prêmio Multishow, faz alusão à maconha.

“Quando artistas brancos fora do funk abordam o assunto diretamente, ninguém critica. Aí, você consegue enxergar que existe racismo no Brasil. Tenho, aliás, dois processos correndo na Justiça por causa dessa polêmica”, revelou a esposa da bailarina Brunna Gonçalves. 

“No clipe de ‘Onda Diferente’, a erva estava bem no meio da  cena e não houve essa confusão. São nesses momentos que eu coloco muita coisa em xeque. A gravadora, inclusive, não me deixou lançar ‘Onda’ sozinha”, contou.

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Da Redação
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