Marcella Fogaça lembra parto prematuro das gêmeas e faz desabafo emocionante

Marcella Fogaça
Marcella Fogaça abriu o coração em uma publicação do Instagram (Imagem: Reprodução / Instagram)

Mãe de Sophia e Pietra, Marcella Fogaça abriu o coração e falou sobre o nascimento prematuro das gêmeas. No Instagram, a esposa de Joaquim Lopes posto uma foto de quando as bebês nasceram, e desabafou sobre o que enfrentou na ocasião.

O relato da cantora aconteceu no Dia Mundial da Prematuridade. Na legenda, a artista contou: “Essa foi a primeira vez que peguei minhas filhas nos braços ao mesmo tempo. Tive que esperar quase uma semana. Não existem palavras pra descrever o que eu senti”.

“Talvez algo como ‘eu estava em mil pedaços e nesse exato momento me juntei em 3 pra ser inteira de novo. Esse abraço ai contém TODO o amor do mundo e eu desejo pra você mãe de prematuro, esse meu abraço, com todo meu carinho e orações. Os prematuros são guerreiros natos. Eu nunca presenciei tamanha força e garra em seres tão pequenos nos 27 dias de UTI Neo”, recordou Fogaça, que continuou:

“O que elas passaram, e como tudo isso segue nelas de alguma forma, em um brilho poderoso e único. Tenho tanto orgulho das minhas filhas! Ser mãe de prematuro é ser obrigada a desconstruir expectativas. A gente aprende que não tem controle de nada, mas tem muita fé de que o Universo sabe o que faz. A gente tem MUITA fé”.

“Nada te prepara para não receber sua cria no colo depois que ela sai de dentro você. É um vazio visceral. Um momento onde você entende Deus e logo depois cai em um abismo. Quando você vai embora pra casa deixando pra trás sua alma. É uma dor dilacerante”, desabafou a Marcella.

Na sequência, a famosa ainda contou o que fazia quando ia para casa e as filhas ficavam internadas: “A gente desenvolve o amor ultrassônico, que ultrapassa fisicamente as barreiras da incubadora e a Telepatia pra se comunicar quando estamos em casa e elas na UTI a kms de distância. Toda noite: ‘Boa noite meus amores, mamãe ama vocês mais que tudo. Eu tô aí’”.

“Ser mãe de prematuro é entender e sentir o tempo literalmente na ponta dos dedos. Esperar a ronda, ir de 2 em 2 horas no lactário, esperar a pesagem a noite, comemorar 10,30,50 gramas. Mais um dia é menos um dia. Amém. É ter dois partos. O dia que nasce, o dia que vai pra casa. É encontrar uma força inimaginável que vem de onde você nem sabe”, refletiu.

“E quando finalmente chega em casa, é ir se recompondo enquanto lida com a nova realidade de ter a cria só pra si. A gente vai se descobrindo mais potente que nunca, mais forte que nunca, mais invencível que nunca, mesmo que a dor da ‘guerra’ possa durar pra sempre, será apenas para nos lembrar que somos guerreiras e que nossas crias são simplesmente incríveis. Aos médicos e enfermeiras Neo, toda minha gratidão!”, finalizou.

MAIS LIDAS

Carol Bittencourt
Caroline Bittencourt é jornalista, pós-graduada em Comunicação e Design Digital. Atua como redatora e produtora de conteúdo para redes sociais.
Veja mais ›