Marcelo Adnet diz ter sido perseguido em mercado e fala de ataques

Marcelo Adnet
Marcelo Adnet diz ter sido perseguido em mercado e fala de ataque em redes sociais (Imagem: Reprodução / Globo)

Desde que entrou para a Globo de vez, em 2013, Marcelo Adnet viu o volume de críticas a seu trabalho aumentar assustadoramente. Ao ser entrevistado por Pedro Bial, ele revelou algumas dessas histórias.

Juntamente com Marcius Melhem e Daniela Ocampo, esteve no Conversa Com Bial nesta semana. O multitalentoso artista repercutiu primeiramente os quadros de humor que criticam políticos como o presidente Jair Bolsonaro, explicando que recebe mensagens exaltadas.

Ao ser questionado, Adnet comparou a recepção que percebe das redes sociais e a que tem a nível presencial: “Na rede social rola uma agressividade que você acha que vai ser agredido, mesmo, na rua. Eu acho que rola esse efeito psicológico, de botar um medo, pra você se calar ou deixar de se expressar… Mas na rua, quase nada“.

No entanto, o famoso revelou um episódio dramático num mercado: “Quando eu saí [do caixa] ele veio com: ‘canalha, vagabundo’. Eu queria reagir, mas as sacolas não me deixaram. Eu pensei: ‘Vou embora daqui pra não arranjar briga'”. O cara me xingando muito e eu com a janelinha aberta, esperando o trânsito. Depois eu fui para a internet e me xingaram mais“.

Eu acho que tem essa coisa de botar um terror forte na internet. Tanto que a gente está vendo que teve um impulsionamento de postagens, de robôs, de ataques a reputações, ataques a pessoas, a empresas e tudo mais. E isso também serve pra nos causar um pânico psicológico de todo dia ter um absurdo novo, pra gente dar defeito“, pontuou Marcelo Adnet, sobre a onda de agressividade nas redes sociais.

Fábio Porchat e Marcelo Adnet deram lição em internauta

Fábio Porchat e Marcelo Adnet são dois nomes que, em comum, têm diversas atribuições profissionais na carreira artística. Por serem pessoas públicas, também exercem a pluralidade em seus posicionamentos e isso virou pauta nas redes sociais.Porchat repercutiu o caso em que um casal de lésbicas, de acordo com o site Dois Terços, foi vítima de discriminação por conta de sua sexualidade. O apresentador compartilhou a notícia e marcou o prefeito de Salvador, cidade em que aconteceu o conflito.

Ele citou ACM Neto e fez o seguinte pedido: “Não é aceitável que pessoas sejam discriminadas, constrangidas e postas pra fora de estabelecimentos apenas por serem LGBTs. Para combater esse tipo de violência foi aprovado na Câmara de Salvador o PL Teu Nascimento e agora a lei aguarda a sanção do prefeito. Quando?“.

Por conta dessa mensagem, um internauta resolveu criticar tal atitude: “Você é uma pessoa pública e não deveria levantar bandeira alguma. Esse comportamento pode influenciar pessoas com a sua verdade ou aquilo que acredita e quem nem sempre é absoluta. Se restrinja ao humor, assim você se dará melhor“.

Porchat não deixou a alfinetada passar batido e rebateu, usando seus argumentos: Discordo completamente. Ainda mais se a ‘bandeira’ que eu esteja levantando for a do respeito e da tolerância. Me sinto, inclusive, na obrigação de fazer isso. Antes de ser uma pessoa pública, sou uma pessoa“.

Foi nesse momento em que Adnet se incluiu na conversa. Ele defendeu o amigo e refutou o posicionamento da internauta: “Sendo assim engenheiros deveriam se restringir a projetos, motoristas a dirigir e mecânicos a tunar carros. Uma sociedade inteira calada se restringindo a exercer apenas sua função profissional, sem voz“.

Um pouco antes, Maurício Meirelles falou algo semelhante: “O raciocínio é: só politico fala de política. Comediante faz comédia. Quem é engenheiro tem que fazer prédio, não pode reclamar de imposto. Só fazer prédio“.

 

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