Marcílio Moraes comemora atitude da Globo sobre pagamentos por reprises

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Marcílio Moraes relatou ter sido procurado pela Globo por conta de antiga reivindicação; emissora vai pagar autor por obras na TV por assinatura e no streaming (Imagem: Divulgação / Marcílio Moraes)

Queixa recorrente entre autores, o não pagamento de direitos autorais por exibições de novelas da Globo na TV por assinatura ou no streaming pode estar próximo do fim. Através do Facebook, o autor Marcílio Moraes exaltou a decisão da emissora em torno de Sonho Meu (1993), que figura na grade do Canal Viva. Marcílio afirmou ter sido procurado pelo canal para os devidos acertos.

Amigos, como todo mundo sabe, andei reclamando publicamente da TV Globo por causa do não pagamento dos meus direitos sobre a exibição de novelas minhas na TV fechada e no streaming. Pois, hoje, estou aqui para tirar o boné para a TV Globo, que decidiu pagar pela exibição da minha novela ‘Sonho Meu’, no Canal Viva”, contou Moraes.

Perguntei a vários colegas autores e fiquei sabendo que nenhum deles até hoje recebeu pela exibição no Canal Viva. Será mesmo que sou o primeiro? Não importa, o que quero expressar é o desejo de que a atitude da Globo seja um bem-vindo sinal de que a empresa está disposta a negociar com os autores roteiristas a ampla remuneração pela exibição pública das nossas obras. Valeu, Globo”, concluiu.

Cabe salientar que a Globo alega cumprir com suas obrigações financeiras quanto às reprises. Os contratos firmados há anos não previam exibições em TV por assinatura e streaming, o que exige um novo acerto com os envolvidos nas produções antes da estreia em plataformas como o Canal Viva e o Globoplay – onde Marcílio, aliás, marca presença com Roda de Fogo (1986).

Marcílio Moraes foi contratado da Globo por cerca de duas décadas. Ele chegou à emissora como colaborador de Dias Gomes em Roque Santeiro (1985). No ano seguinte, dividiu os trabalhos de Roda de Fogo com Lauro César Muniz. O autor passou também por Mandala (1987), Mico Preto (1990) e Irmãos Coragem (1995), além das minisséries As Noivas de Copacabana (1992), Dona Flor e Seus Dois Maridos (1998) e Chiquinha Gonzaga (1999).

Em 2005, Marcílio seguiu para a Record.

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Duh Secco
Duh Secco é  "telemaníaco" desde criancinha. Em 2014, criou o blog Vivo no Viva, repercutindo novelas e demais atrações do Canal Viva. Foi contratado pela Globosat no ano seguinte. Integra o time do RD1 desde 2016, nas funções de repórter e colunista. Também está nas redes sociais e no YouTube (@DuhSecco), sempre reverenciando a história da TV e comentando as produções atuais.
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