Na Globo, Karen Jonz comenta repercussão de “xerecou” e dispara: “Vagina imponente”

Karen Jonz
Karen Jonz comentou repercussão de “xerecou” em Olimpíada (Imagem: Reprodução / Globo)

Karen Jonz deu o que falar na transmissão da Olimpíada de Tóquio pelo Grupo Globo. A famosa, então, participou do Altas Horas, neste sábado (25), e destacou as discussões que o termo “xerecou”, utilizado por ela na cobertura, causou.

A tetracampeã mundial de skate refletiu sobre o “constrangimento” em relação ao termo “vagina”. O desabafo da comentarista veio quando ela recordou o episódio que viralizou durante a estreia do skate nos Jogos Olímpicos.

“Eu acho que acabou trazendo discussões importantes, como essa de por que a gente não fala (o nome), ou por que uma vagina assusta tanto? Uma vagina imponente. Por que falar o nome?”, questionou Karen Jonz.

A skatista ainda afirmou: “Quando a gente fala outros palavrões é normal e quando a gente fala sobre o órgão feminino acaba sendo tão assustador ou engraçado. Por que é engraçado?”.

No programa, a filha de Karen, Sky, também roubou a cena. Isso ocorreu no final do Altas Horas, durante uma participação surpresa ao lado de Lucas Silveira, marido da skatista. A menina mostrou a “janelinha” após perder um dente de leite, tocou corneta e gaita.

A comentarista ainda abriu o jogo sobre suas motivações. “Eu escrevi aqui [no skate]… já tinha escrito ‘insiro a sua marca aqui’, porque acho que o skate agora tomou novas proporções de exposição e as meninas como protagonistas dessa Olimpíada”, disse.

“Há muito tempo já uma categoria que está aí e é um pouco deixada de lado. Muitos eventos acabam não colocando a categoria feminina. Você chega lá e só tem a masculina. Tem muitas skatistas excelentes, sem patrocínio e nenhum tipo de apoio“, comentou.

Karen completou: “É claro que agora, o grupo seleto que foi para a Olimpíada tem mais visibilidade e apoio, mas o skate feminino é muito grande, tem muitas meninas com potencial e sem nenhum tipo de apoio. Não é uma reclamação, mas é uma constatação e é algo que a gente precisa falar para que isso seja visto e que a gente consiga mudar de alguma maneira. Eu me preocupo com a categoria como um todo”.

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Luiz Fábio Almeida
Luiz Fábio Almeida é jornalista, produtor multimídia e um apaixonado pelo que acontece na televisão. É redator e colunista do RD1. Está nas redes sociais no @luizfabio_ca e também pode ser encontrado através do email [email protected]diencia.com
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