Nanda Costa surpreende ao falar sobre ausência de referências profissionais na infância

Nanda Costa
Nanda Costa conta desafios na infância (Imagem: Reprodução / Instagram)

Grávida de gêmeas do seu relacionamento com Lan Lanh, Nanda Costa deu um importante depoimento sobre como a falta de representatividade na infância a limitou a realizar seu sonho de ser jogadora de futebol.

Sempre fui sonhadora desde pequena. E eu gostava muito de jogar futebol. Meu sonho era ser jogadora de futebol, mas eu não tinha referência, não tinha mercado na época. Eu pensava quem eu poderia ser na época? O Ronaldinho? Então era um sonho quase que impossível. E ao mesmo tempo eu sempre sonhei muito em ser atriz. Então, era mais fácil ser uma jogadora de futebol pelo jeito que eu tinha, habilidades com a bola… Eu tinha o apelido de Macho man. Me chamavam de Macho Man quando eu era criança porque eu queria brincar de igual para igual. E aí, essa coisa de os meninos ficarem com preconceito… E falavam assim: ‘Não. Você é menina. Não joga’“, disse ela em entrevista ao podcast do programa TransMissão, do Canal Brasil.

Em seguida, contou como acabava convencendo as outras crianças a participar do jogo. “Como eu era dona da bola muitas vezes e ganhei uma superlegal da minha avó, aí eles deixavam eu jogar. Afinal de contas, a bola era minha. Aí tirava no par ou ímpar. E era time dos ‘com camisa’ e ‘sem camisa’. Fazia questão de jogar de igual, sabe? E aí eu ia para cima mesmo. Os meninos até maiores e tal. Aí, ok. Aí eu ia para o ‘sem camisa’, tinha que tirar a camisa. Até o dia que a minha prima falou: ‘Fê, não dá mais. Você está ficando com peitinho e não pode ficar sem camisa’. Ali foi um baque. Tomei um susto. Estava entrando na adolescência. Com 11 ou 12 anos“, relembrou.

Nascida e criada em Paraty, na Costa Verde Fluminense, Nanda contou que a carreira artística era o seu plano B. Porém, não via referências para se inspirar. “Achei que talvez fosse mais fácil ser atriz. Então, muitas vezes eu tentei… Também como atriz eu não via referência. Não tinha uma mulher com que eu me identificasse. Por gostar de mulher ou por gostar de me vestir de bermudão, de um jeito que eu não via ninguém. Então, para eu caber dentro do meu sonho, para conquistar meu sonho, tive que me encaixar num padrão que não era confortável para mim. Durante muito tempo, eu vivi assim“, declarou.

Ao ser questionada sobre ter tido ou não sonhos roubados, a beldade foi enfática: “Nossa.. Sonhos roubados. Quando você tem um sonho, ele é seu. Ninguém pode roubar. Pode adiar, demorar um pouco mais, ser mais difícil, não ser realizado no momento que você quer. Mas quando você tem um sonho, ninguém tira de você. Ele é seu. Está dentro de você; Ninguém consegue ir lá. Até tentam dar uma derrubada (….) Mas acho que a gente precisa sonhar“.

A famosa finalizou comentando por qual motivo manteve seu relacionamento de mais de uma década no anonimato. “Eu achava que se descobrissem que eu gostava de meninas, por não ter referência na época, isso ia atrapalhar, prejudicar minha carreira“, disse.

Elson Barbosa
Jornalista, encantado pelo entretenimento e pela possibilidade de contar e conhecer várias histórias ao mesmo tempo. Está no RD1 como repórter. Pode ser encontrado nas redes sociais no @ellsonbarbosa
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