Netflix tem número de assinantes revelado após gafe em processo

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Netflix tem base de assinantes revelada em processo do Cade (Imagem: Divulgação / Netflix)

A Netflix foi exposta por causa de um erro do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e teve a sua base de assinantes revelada pela primeira vez desde 2019. A gafe ocorreu em meio ao processo movido pela Neo TV contra a fusão entre WarnerMedia e Discovery.

Segundo informações do Notícias da TV, um documento mostrou que a Netflix conquistou ao longo dos anos 19 milhões de assinantes no país. Tudo começou quando a Neo usou um argumento sobre a Netflix e anexou um documento de outro processo, sobre o bônus de volume para o mercado feito pela Globo.

Dentro desse documento veio o número base de assinantes da produtora norte-americana. Vale ressaltar que a informação era privada, ou seja, confidencial e sem permissão para a sua divulgação pública.

Por causa da concorrência do GloboPlay, HBO Max, Prime Video e Disney Plus, a Netflix escondeu a informação. A notícia ganhou repercussão nos bastidores da guerra de streaming no país.

Fusão polêmica

A Neo TV, associação com mais de 180 canais, se mostrou contra ao pedido de fusão entre WarnerMedia e Discovery e usou como argumento os 31,7% pertencentes aos dois conglomerados do mercado de canais da TV a cabo. Contando com os canais infantis, o número chegaria a 52,4% da fatia do mercado.

A Neo aproveitou o processo e desmentiu a informação das grandes empresas sobre a fusão pensada única e exclusivamente para o streaming. “A realidade é bastante distinta do apresentado pelas requerentes. É nítido que não terão nenhum concorrente com nível de audiência semelhante no mercado de canais infantis”, afirmou.

“De fato, elas deterão, sozinhas, mais de 50% de toda a audiência destinada a este mercado, enquanto seu rival mais próximo, a ViacomCBS, deterá participação apenas levemente superior a 20%, e Globo e Disney deterão canais com participações de mercado ainda inferiores”, disse a Neo.

“É verdade que as plataformas de streaming conquistaram muitos clientes nos últimos anos, mas também é nítido que parcela relevante dos consumidores considera os serviços OTT como complementares à TV por assinatura”, ressaltou.

“A operação aumentará significativamente a concentração do mercado de canais infantis, gerando risco de exercício de poder de mercado unilateral e um monopólio perigoso”, pontuou.

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