Ney Matogrosso fala sobre grande paixão por Cazuza

Ney Matogrosso
Ney Matogrosso relembrou como tudo começou com Cazuza (Imagem: Reprodução / Instagram)

Há quase 31 anos sem a presença física de Cazuza, Ney Matogrosso ainda lembra bem de como era a paixão que tinha pelo cantor. Durante sua participação no Rock a Três, na Kiss FM, o músico, que está com 79 anos, falou sobre a relação que tinha com o artista que morreu em 1990.

“Conheci o Cazuza, de vista, quando ele tinha 17 anos, na praia, no Rio. Nossa história só rolou quando ele tinha 21”, disse Ney, que tinha 38 anos quando iniciou o relacionamento com o cantor. “Foi uma paixão arrebatadora. Era um amor maior que o namoro. Amo o Cazuza, como amo todos os meus ex-namorados. Não precisa estar aqui para continuar amando“, afirmou.

Na sequência, o famoso ainda falou sobre como ocorreu a aproximação dos dois. “Morava em um apartamento lá no fim do Leblon e uma amiga foi em casa. Meu apartamento tinha três andares e a loucura toda era no meu quarto. Ela foi para lá e ficamos enlouquecendo. Eu gostava de baseado. Não sou maconheiro, mas gostava de um baseadinho“, assumiu.

“Essa minha amiga falou que chamaria o Cazuza que estava lá embaixo, na sala. Aí, ela chamou ele pro quarto. Continuamos enlouquecendo, enlouquecendo… Teve uma hora que ele perguntou se eu daria um beijo nele. Falei: ‘Claro’. Não ia querer beijar uma coisinha linda daquelas? (risos). As segundas intenções aconteceram depois daquilo”, confessou o cantor.

Apesar de não ter tido uma relação longa com Cazuza, Ney Matogrosso contou que os dois tiveram uma grande amizade: “Fiquei com o Cazuza até o finzinho. Ia até a casa dele e ficava massageando o pé dele. Não tinha amor nisso? Claro que era amor”.

Na entrevista, o artista também recordou de uma ida importante à casa do amado. “Não entendia porque o Barão [banda que tinha Cazuza nos vocais] não tocava nas rádios. Um dia fui a casa dele, a moça que trabalhava lá falou que ele estava dormindo. Pedi para entrar porque tinha um negócio para falar e que iria embora em seguida”, recordou.

“Subi no quarto, já fui me jogando na cama — tinha intimidade para isso — e falei: ‘Acorda, Cazuza. Acorda para ganhar dinheiro’. Disse que gravaria Pro dia nascer feliz. Ele disse que não podia porque seria a música de trabalho deles [Barão Vermelho]. E eu falei que seria a deles e também seria a minha. Assim que saiu, começou a tocar na rádio loucamente”, lembrou Ney.

Carol BittencourtCarol Bittencourt
Caroline Bittencourt é jornalista, pós-graduada em Comunicação e Design Digital. Atua como redatora e produtora de conteúdo para redes sociais. Está nas redes sociais no @bittencourt.caroline.
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