Paulo Coelho toma atitude após festival ser rejeitado pelo Governo Bolsonaro

Paulo Coelho
Paulo Coelho decidiu apoiar festival rejeitado pelo Governo Bolsonaro (Imagem: Reprodução/ Twitter)

Crítico do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Paulo Coelho revelou em rede social que ele e a sua esposa, a artista plástica Christina Oiticica, se ofereceram para cobrir os gastos do festival de jazz da Bahia. O evento, cabe ressaltar, foi reprovado pela Funarte de ter apoio da Lei Rouanet.

Na madrugada desta quarta-feira (14), o escritor postou uma foto ao lado da mulher, com quem tem uma fundação, para comunicar que se dispõem a arcar com o valor.

“Fundação Coelho & Oiticica se oferece para cobrir os gastos do Festival do Capão, solicitados via Lei Rouanet (R$ 145,000). Entrem em contato via DM pedindo a alguém que sigo aqui que me transmita. Única condição: que seja antifascista e pela democracia”, declarou o famoso em post.

Paulo Coelho fez referência ao post feito pelo Festival de Jazz do Capão, em junho de 2020, que teria causado a reprovação da Funart. No ano passado, o evento postou em página de rede social ser um “festival antifascista e pela democracia”. “Não podemos aceitar o fascismo, o racismo e nenhuma forma de opressão e preconceito”, dizia o post.

A Fundação Nacional de Artes (Funarte), então, citou Deus em um parecer técnico para reprovar o pedido de apoio do Festival de Jazz do Capão via Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

No documento, a Funarte também menciona uma publicação em rede social em que o evento se posiciona como “um festival antifascista e pela democracia”, para embasar o parecer de indeferimento do pedido.

O Secretário Especial de Cultura do Governo Federal, Mario Frias, se manifestou em seu Twitter sobre a reprovação do festival, acusando que o evento teria um viés político e ideológico.

“A matéria do Jornal Nacional é uma tentativa de criar um factoide em cima de uma decisão técnica. Os organizadores do evento disseram publicamente que iriam realizar um festival político e, para isso, queriam dinehiro [sic] da Cultura”, postou ele.

O ex-ator declarou: “Não aceitarei que a cultura nacional seja rebaixada a condição de panfletagem partidária. A lei é bastante clara, apenas eventos culturais serão financiados com a verba federal da Rouanet. Vocês não irão me intimidar com assassinato de reputação. É inacreditável que estejamos discutindo os motivos de não se autorizar verba pública da Cultura para um evento que se propõe a falar sobre política, num combate a um fascismo imaginário”.

“As décadas de aparelhamento ideológico dos mecanismos públicos da Cultura deixaram a elite sindical que sequestrou a pasta para fins políticos muito mal acostumada. Já disse inúmeras vezes, nós iremos tirar a cultura do palanque político e vamos devolver para o homem comum. Chega de a usarem para seus projetos partidários. Enquanto eu for Secretário Especial da Cultura ela será resgatada desse sequestro político/ideológico!”, completou.

Luiz Fábio Almeida
Luiz Fábio Almeida é jornalista, produtor multimídia e um apaixonado pelo que acontece na televisão. É redator e colunista do RD1. Está nas redes sociais no @luizfabio_ca e também pode ser através do email [email protected]
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