Prestes a estrear na Globo, Marcos Mion detona ministro da Educação de Bolsonaro

Marcos Mion fez sua estreia na Globo (Imagem: Reprodução / Globoplay)

Prestes a fazer sua estreia na Globo, no Caldeirão, Marcos Mion concedeu uma entrevista ao jornal Extra para falar sobre o assunto e acabou entrando no tema político, já que é algo que também faz parte da sua vida.

Na ocasião, ele começou dizendo: “Estão sendo dias insanos. Sempre termino mentalmente exaurido. Sei que tem que falar ‘Estúdios Globo’, mas não na minha vez. Deixa eu falar ‘Projac”.

“As pessoas podem esperar diversão, risada, alegria, alto-astral, o que gosto de fazer. Viemos de um período muito doído, de sofrimento. Um objetivo conceitual do programa é fazer parte desse momento de retomada do sorriso”, prosseguiu.

Sobre a plateia, que está de volta pela primeira vez na Globo desde o início da pandemia, ele revelou: “É uma plateia reduzida ainda, mas dá um gostinho. Não só eu, mas os artistas musicais não veem isso há muito tempo”.

Na questão política, Marcos Mion é engajado em temas sociais, principalmente com relação à educação inclusiva, já que ele e a esposa, Suzana Gullo, são pais de Romeo, de 16 anos, que tem espectro autista.

Apesar disso, ele não poupou críticas às declarações recentes do Ministro da Educação do Governo Bolsonaro, Milton Ribeiro, que acusou crianças com deficiência intelectual de “atrapalham” o aprendizado dos demais:

“Esse cara é um irresponsável. No momento em que você se torna uma pessoa que tem que representar os interesses públicos e não tem empatia, você está no lugar errado. Ele não tinha que estar lá”.

Recentemente, Marcos Mion conseguiu a aprovação da lei que dá direito a jovens com deficiência intelectual de ter uma carteirinha de identificação, mas ao mesmo tempo, foi desaprovada a lei que solicitava a inclusão da contagem de autistas no Censo da população brasileira. Sobre o assunto, ele declarou:

“Foi uma vitória. Mas o que aconteceu? Cancelaram o Censo. Damos um passo e tomamos duas rasteiras”.

Vale lembrar que, recentemente, saiu uma informação polêmica de que o Governo Bolsonaro pagou bons cachês para famosos por meio da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social), em campanhas publicitárias pró-governo.

Uma planilha da secretaria com nomes e valores foi enviada à CPI da Pandemia, segundo a Folha de S. Paulo.

Entre eles, estavam o vice-presidente da RedeTV!, o apresentador Marcelo de Carvalho, Sikêra Jr, Luciana GimenezLuís Ernesto Lacombe, Cesar FilhoTiciane Pinheiro, Luiz Bacci e o próprio Marcos Mion.

Da Redação
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