Primeira ganhadora de No Limite, Elaine desabafa e fala sobre depressão

No Limite
Primeira ganhadora de No Limite, Elaine desabafa e fala sobre depressão (Imagem: Reprodução / Quem)

Ganhadora da primeira edição de No Limite, Elaine Melo abriu o jogo em entrevista à Quem e fez um balanço sobre sua participação no reality. De acordo com a cabeleireira, de 56 anos, até hoje ela é reconhecida por seu desempenho no game.

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“Faz 21 anos que o programa foi exibido e até hoje ganho parabéns. É muito louco. Na época fui subestimada porque diziam que gordo era lerdo, preguiçoso, que não conseguia fazer atividades. Mas o programa todo não era só baseado na questão física. Tinha muita questão emocional”, declarou.

Elaine contou ainda que, na época em que o programa foi gravado, em 2000, estava sofrendo de um quadro de depressão em decorrência da morte do pai.

“Um ano e meio antes de ir para o No Limite, tinha feito terapia para tratar um início de depressão após a morte do meu pai. Esse conhecimento me deu muita força no reality. Soube ter paciência e ponderar as coisas. Isso me ajudou muito”, afirmou.

“Durante os seis primeiros meses após o programa foi uma loucura. Entrevistas, viagens, palestras sobre superação… Mas eu ainda estava lidando com a depressão. Percebi que tinha que desacelerar. Tinha perdido o meu pai há dez anos em um acidente horrível de carro e não tinha me permitido viver o luto porque estava dando força para os outros”, relembrou.

“Eu era muito ligada a ele e me quebrei em mil pedaços para segurar a barra dos outros. Logo depois que o programa acabou, tive depressão profunda. Nos 26 dias de programa perdi 12 kg, mas depois que saí de lá comecei a engordar e fiquei uma bola. Cheguei a pesar 170 kg por conta dos antidepressivos”, acrescentou.

“Não caminhava e fiquei três dias seguidos dormindo sem parar. A depressão me levou para um lugar muito escuro. Era como se alguém tivesse me desligado da tomada”, disse ainda.

Em outro momento da entrevista, Elaine narrou como foi que conseguiu vencer a doença: “A depressão durou de 2001 a 2008. Conseguir sair dela com terapia e medicação. Não pode se descuidar. Hoje não tomo remédio, mas cortei um monte de coisa que me dava gatilhos”.

“Descobri que dá para viver bem e melhor com menos. Me sentia como se devesse satisfação para as pessoas e como se necessitasse estar presente. Muitos se submetem a qualquer coisa para chamar a atenção. Não tenho essa necessidade”, explicou.

A eterna ganhadora de No Limite finalizou a conversa falando sobre como tem tocado sua vida atualmente.

“Trabalho em um salão perto de casa e na pandemia comecei fazer salgado para fora. Vivo bem. Sei que se não fosse a depressão eu estaria bombando até hoje com as palestras. As pessoas ainda têm muito carinho por mim e agora com a volta do No Limite, tem me procurado ainda mais. Mas estou tranquila. Eu não preciso ter milhões para viver bem”.

“Tenho casa, carro, o que comer… Nunca almejei ser rica e famosa. As coisas sempre vieram para mim de forma diferente. Não me inscrevi para o No Limite. Convidaram a minha mãe, mas ela não pôde ir e eu acabei indo no lugar. A vida é feita de momentos e vivi aquele”, completou.

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