Raul Gazolla abre o jogo e revela como superou a morte de Daniella Perez

Raul Gazolla e Daniella
Raul Gazolla se emocionou ao falar sobre como conseguiu lidar com a morte da mulher Daniella Perez (Imagem: Reprodução / Instagram)

O ator Raul Gazolla foi convidado do quadro Pessoas Incríveis e Extraordinárias, no canal de Nelson Freitas no YouTube. Durante o bate-papo, o artista revelou como superou a morte da mulher, a atriz Daniella Perez, assassinada pelo colega de trabalho Guilherme de Pádua, em 1992:

“Foi um momento de guinada na minha vida e de muita superação. Você não passa por esse momento sozinho. Antes de colocar os pés no chão, tinha dois caminhos a seguir, um louco, psicopata, querendo vingança a qualquer custo ou ir para uma espécie de religiosidade, monte budista, mas voltar ao normal não dava. Minha mãe e meus amigos foram essenciais para poder voltar ao mundo real”.

O ator ainda afirmou que contou com um apoio fundamental da mãe de Daniella, a autora Gloria Perez, durante o processo de superação:

“Perdi a minha mulher, mas ela perdeu uma filha de 22 anos e escrevendo a novela que a Dani estava (‘De Corpo e Alma’) e assassinada por um outro ator que contracenava com ela. Glória dizia que íamos passar por isso juntos e passamos. Você pode perder tudo, menos filho. A minha filha a chama de ‘vó’. Fui para Goiânia e o porteiro do hotel me falou que sofreu muito comigo, na época, e me pediu um abraço. Eu dei como se estivesse abraçando o povo brasileiro que se comoveu naquele momento. O carinho que tive das pessoas, a solidariedade foi muito importante”.

Em recente entrevista a Júnior Coimbra, do canal Rap 77, Raul disse que um amigo chegou a planejar a morte de Guilherme para vingar a morte de Daniella.

Eu tinha um amigo que era contraventor. Quando ele soube do caso não foi me visitar, não foi no enterro. Ele mandou me chamar na casa dele e falou: ‘Gazolla, estou mandando descer todas as pessoas que conheço e a gente vai explodir a 16ª Delegacia e matar o cara, porque ninguém faz isso com mulher de amigo nosso“, confessou.

O artista relembrou que convenceu o colega a desistir do plano: “Foi porque sou gente boa? Não, mas porque sabia que a história estava mal contada, que tinha mais coisa aí. O rapaz [Guilherme] precisava viver para contar a verdade. Depois de duas horas ele deixou correr na Justiça. Além do mais, quando você explode a 16ª para matar alguém, você vai matar inocentes. Eu não posso dormir com esse barulho nessa cabeça“.

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