A jornalista Renata Lo Prete vai comandar as sabatinas com presidenciáveis em um eventual segundo turno das eleições, segundo cronograma já definido pela Globo
Antes disso, a rodada de entrevistas do primeiro turno reuniu os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto.
Romeu Zema abriu a rodada nesta segunda-feira (24), com a ordem das entrevistas definida por sorteio, na presença de representantes dos partidos.
O calendário das sabatinas da Globo
Depois de Zema, o cronograma seguiu com Ronaldo Caiado (PSD) em 25/8, Renan Santos (Missão) em 26/8, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 27/8, Flávio Bolsonaro (PL) em 28/8 e Augusto Cury (Avante) em 29/8.
A sequência reuniu o espectro mais amplo de forças políticas presentes na disputa, dos partidos de centro à esquerda e à direita.
As críticas às primeiras edições
As primeiras sabatinas foram marcadas por críticas à atuação de Cesar Tralli e Renata Vasconcellos na condução das entrevistas.
A repercussão negativa levantou questionamentos sobre o formato e a condução das perguntas nos primeiros dias da rodada.
Por que Lo Prete assume o segundo turno
Apesar da coincidência de tempo com as críticas, a mudança de apresentador não tem relação com a polêmica em torno de Tralli e Vasconcellos.
Já estava programado que Renata Lo Prete conduziria as conversas em um possível segundo turno desde que a emissora anunciou o formato do programa, antes mesmo do início da rodada do primeiro turno.
A divisão de apresentadores entre as duas fases é prática comum em coberturas eleitorais de grande porte, com equipes diferentes assumindo etapas específicas do processo.
O que vem pela frente
Enquanto a rodada do primeiro turno segue seu calendário até o dia 29, a expectativa sobre quem avança ao segundo turno deve se consolidar apenas após a apuração dos votos em outubro.
Caso a disputa presidencial não se decida já na primeira votação, Renata Lo Prete assume o comando das entrevistas na fase decisiva da eleição.
A jornalista já tem histórico de conduzir coberturas políticas de grande audiência, o que sustenta a escolha da emissora para o momento mais decisivo do processo eleitoral.
A definição prévia do nome, antes mesmo do início das sabatinas de primeiro turno, mostra planejamento de longo prazo por parte da emissora para toda a cobertura eleitoral.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_

