
Uma bomba explodiu nos bastidores do Canal Goat! A jornalista esportiva Hanna Tenda move um processo contra o fundador e CEO da emissora, Ricardo Neistat Taves.
A repórter alega assédio sexual e moral durante seu período de trabalho na empresa. O caso, tramita na Vara do Trabalho de São Paulo.
A ação detalha uma série de situações que, segundo Hanna, ultrapassaram os limites profissionais e afetaram sua saúde emocional.
Contratada como repórter, apresentadora e criadora de conteúdo, ela afirma que respondia diretamente a Ricardo Taves, o que a colocava em uma posição de vulnerabilidade.
As informações são do Portal LeoDias.
O que teria motivado o processo?
As alegações apontam que os primeiros episódios de desconforto começaram em setembro de 2024.
Hanna Tenda relata que o CEO passou a fazer comentários sobre sua aparência e vestimenta, evoluindo para conversas pessoais que incluíam indagações sobre sua vida amorosa.
A situação teria se agravado em outubro do mesmo ano, quando Ricardo Taves a convidou para uma reunião em seu apartamento, supostamente para discutir assuntos profissionais.
A petição descreve que, durante esse encontro, o tom mudou drasticamente. Hanna alega que Ricardo Taves admitiu uma atração pessoal por ela e fez comentários inadequados.
Posteriormente, via mensagens e ligações, ele teria a elogiado e sugerido a busca por “algo a mais”, além de ter compartilhado detalhes sobre seu divórcio e a possibilidade de um futuro juntos.
Promessas e Consequências Devastadoras
A defesa de Hanna Tenda argumenta que, após rejeitar as investidas, o executivo passou a usar promessas de crescimento profissional como forma de manter a proximidade.
Entre as oportunidades prometidas estavam entrevistas exclusivas, projetos especiais e até uma sonhada conversa com Cristiano Ronaldo.
Essas promessas teriam levado a jornalista a recusar outras propostas de trabalho, confiando em um futuro no Canal Goat.
O desgaste emocional, no entanto, foi severo. O processo relata que Hanna desenvolveu quadros de ansiedade, depressão e angústia, chegando a ser diagnosticada com gastrite crônica em janeiro de 2025, condição que ela associa diretamente ao ambiente de trabalho.
Acusações de Assédio Moral e o Isolamento Profissional
As alegações não param por aí. Hanna Tenda também descreve episódios de assédio moral, que ela chama de “escanteamento profissional”.
Após recusar as investidas, ela teria sido afastada de reportagens de campo, passando a atuar remotamente, enquanto oportunidades relevantes eram direcionadas a outros colegas.
O processo cita ainda comparações depreciativas com uma repórter recém-contratada, que teria sido considerada “muito mais repórter”.
Um incidente específico ocorrido durante uma cobertura esportiva no Maracanã em fevereiro de 2025 é detalhado, onde a jornalista teria sido repreendida via videochamada na frente de outros profissionais.
A prática de contatos fora do horário comercial, incluindo mensagens na madrugada, é descrita como “assédio por conectividade”, impactando seu descanso e saúde mental.
O Pedido de Justiça e as Versões Contraditórias
Na ação, Hanna Tenda pede uma indenização por danos morais no valor mínimo de R$ 150 mil. Ela também solicita que o Ministério Público do Trabalho seja acionado.
A jornalista declarou ao portal LeoDias que o ocorrido a deixou “muito abalada, traumatizada e ferida”, e expressou o desejo de que nenhuma outra mulher passe por algo semelhante.
Em contrapartida, o advogado de Ricardo Taves, Sávio Mares, contesta veementemente as acusações.
Segundo a defesa, as provas apresentadas pela própria Hanna não comprovam o assédio, mas sim uma relação marcada por “cordialidade, amizade e respeito mútuo”.
A defesa afirma que Ricardo Taves tratou a jornalista com urbanidade e que o processo sequer chegou à fase de audiência de instrução, não havendo, portanto, qualquer decisão judicial que valide as alegações.
A defesa de Hanna Tenda, rebateu as declarações, afirmando que os fatos são extremamente graves e foram denunciados também na esfera criminal.
Ele expressou surpresa com os comentários sobre o andamento processual, dado o segredo de justiça, e assegurou que as provas realmente comprovam os danos sofridos por sua cliente.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_
