Roberto Cabrini
(Imagem: Lourival Ribeiro)

Colaboração: Reuber Diirr

Vice-líder de audiência – chegando ao primeiro lugar em diversas ocasiões –, Roberto Cabrini falou ao RD1, com exclusividade, sobre seu Conexão Repórter e os 10 anos de SBT, celebrados em março do ano que vem. O jornalista também destacou a chegada da CNN ao Brasil; negou, porém, uma possível transferência para o canal fechado que já tomou profissionais da Globo e da Record.

Eu renovei meu contrato há três meses. Então eu tô muito feliz, tenho liberdade, não tenho porquê sair do SBT, não tem uma razão para sair do SBT. Tenho muitos amigos na CNN, são grandes profissionais. Vejo de uma forma muito positiva o surgimento da CNN Brasil. Democratiza o país, melhora o mercado de trabalho, é bom para a sociedade, é bom para todo mundo. Mas eu tô muito feliz no SBT”, destacou Cabrini.

O âncora do Conexão Repórter celebrou a primeira década do jornalístico: “Eu me sinto muito orgulhoso porque nós estamos fazendo 10 anos em março. Pude ganhar os mais diversos prêmios… Eu não falo isso com vaidade. Eu falo no sentido de ‘a gente consegue fazer desse programa, um programa que faça a diferença na vida das pessoas’”.

Qual a obrigação de um programa jornalístico? Tornar a vida das pessoas melhor por meio delas estarem bem informadas, conscientes e tomarem decisões melhores”, complementou Roberto Cabrini.

A audiência da atração também é motivo de festa. Mas manter o bom conteúdo, para Cabrini, é o principal objetivo: “A audiência é importante, não há circo sem bilheteria. Mas o que eu procuro zelar, mesmo, é a qualidade do programa. O programa precisa fazer pensar, precisa ser oxigenado, aberto aos mais diversos segmentos. Num dia a gente faz matéria investigativa, no outro a gente questiona o vice-presidente, no outro a gente descobre coisas que ninguém descobre”.

Eu me sinto na obrigação, por toda a experiência que acumulei ao longo dos anos, de fazer um programa cada vez melhor”, prosseguiu. “O horário me possibilita tanto fazer uma matéria bem competitiva, visando a audiência, quanto uma que vise mais a qualificação do programa. Tão importante quanto ser popular é ser relevante. É um equilíbrio, uma equação que você precisa resolver a cada programa”, concluiu o jornalista.

Sobre os 10 anos do Conexão Repórter, Roberto Cabrini adiantou: “A gente tá sempre surpreendendo, sempre com grandes investigações, grandes biografias. Vai ter, claro, muitas surpresas”.

Cabrini ressaltou também o elemento necessário para conquistar boas entrevistas, como a de Najila Trindade, modelo que acusou Neymar de agressão e estupro, e Diego Hypólito, que falou abertamente sobre homossexualidade.

Eu procuro me informar. E descobri que é fundamental você ter o contato visual, o olho no olho, porque você consegue observar mudanças, saber se a pessoa tá falando a verdade ou não, tem a linguagem corporal e tem sua própria credibilidade também. Se eu tiver te entrevistando aqui, olhando um questionário, olhando para baixo, eu não vou passar confiança… O entrevistado não vai se sentir incentivado a se abrir comigo, a me permitir conhecer seus verdadeiros pensamentos”, revelou.

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