Seu Jorge é condenado a indenizar em R$ 200 mil família de Mário Lago

Seu Jorge
Seu Jorge segue sendo processado pela família de Mario Lago (Imagem: Reprodução / Globoplay)

Seu Jorge sofreu uma nova derrota no processo movido pela família do compositor Mário Lago (1911-2002). O famoso está sendo alvo de uma ação por causa do uso da canção Ai Que Saudade da Amélia na música Mania de Peitão.

Segundo informações do UOL, a sentença foi assinada pelo juiz Marcos Antonio Ribeiro de Moura Brito. Com isso, o cantor foi condenado a pagar R$ 200 mil de indenização à família de Mário Lago. A quantia, porém, será monetariamente corrigida até o pagamento.

A família de Mário Lago também processa o outro compositor da música de Seu Jorge, Bento José Amorim; a ST2 Music Ltda; e a Universal Music.

O valor da indenização corresponde “aos reflexos patrimoniais decorrentes da violação a direito de autor.” A condenação foi por danos morais.

A assessoria do artista ainda não se pronunciou sobre o processo, que tramita na 29ª Vara Cível desde 2017. A indenização seria, inicialmente, de R$ 500 mil, porém os réus recorreram da decisão e o processo foi para apreciação em segunda instância.

Na época da abertura do processo, a advogada Deborah Sztejnberg afirmou ao jornal Extra que a mágoa é brutal.

“Os herdeiros me disseram: ‘Meu pai se estivesse vivo estaria estapeando a gente, por transformar a beleza de uma letra como a de ‘Amélia’ a colocando nesse tipo de música. É o direito moral do autor. Tem quem ceda música de graça e quem prefere não liberar por dinheiro nenhum do mundo’”, explicou.

Nos autos, o cantor disse que quis fazer uma homenagem aos autores da música e apenas não se atentou a incluir os nomes dos verdadeiros compositores.

No ano passado, o famoso falou para Leo Dias sobre a carreira. “O Brasil é um país de muita expressão. E tem um povo de muita expressão. A expressão brasileira é essa potência, essa vontade também de se expressar criou essa diversidade, essa pluralidade“, iniciou o músico.

“Sempre olhei para o Brasil no plural, com muita diversidade polirrítmica, na dança, na arte, no canto, no jeito de ser. Virou um grande caldeirão na minha vida todos os contatos que tive com a música, com a arte brasileira e com as influências que vêm do mundo também. Quando escolhi a música, escolhi pela beleza”, contou Jorge, que revelou quando decidiu viver de música.

“Investi mesmo na minha vida já fora de casa, aos 20 anos de idade. Foi quando resolvi mesmo ingressar na profissão. Não na profissão em si, mas na música. Eu não pensava em profissão aos 20 anos, mas me interessava tocar porque isso me levava a grupos diferentes, a pessoas diferentes. Naquela idade era fundamental que algo me alimentasse”, explicou.

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