Silvio de Abreu descarta aposentadoria após saída da Globo

Silvio de Abreu
Silvio de Abreu pretende continuar escrevendo após deixar a Globo; autor passou mais de 40 anos na emissora (Imagem: João Cotta / Globo)

O contrato de Silvio de Abreu com a Globo chega ao fim em março do ano que vem. Após 42 anos de parceria, seis deles como diretor de Dramaturgia, Silvio pretende “visitar outras paisagens“, conforme declarou ao portal Notícias da TV. O novelista de 77 anos, cabe lembrar, foi substituído no departamento que tocava desde 2014 por José Luiz Villamarim, de acordo com comunicado oficial distribuído pela emissora nesta sexta-feira (27).

Não estou me aposentando, um artista criador não se aposenta enquanto continuar a pensar e a criar“, salientou. Silvio de Abreu, porém, não revelou onde pretende trabalhar após o fim de seu compromisso com o canal. Os planos, num primeiro momento, incluem férias – a pandemia de coronavírus, claro, será considerada pelo autor e diretor.

Não tenho planos e só quero pensar os novos caminhos depois dessa pandemia, por enquanto ainda ajudo Villamarim a implantar os projetos dele para a área e depois que surgir a vacina vou viajar pelo mundo“, afirmou Silvio.

Nos últimos tempos, enquanto diretor de Dramaturgia, Silvio de Abreu dedicou-se ao lançamento de novos autores. Foram cerca de 20. “Acho que deixo uma grande contribuição na área de Entretenimento que me foi designada, foram seis anos de muita dedicação, muito prazer, mas também muito trabalho“, analisou.

Em janeiro completo 43 anos de Globo, com muitas novelas de sucesso e uma gestão que revelou mais de 20 autores e muitos diretores e atores, me sinto plenamente realizado com relação à televisão, agora vou visitar outras paisagens“, prosseguiu ele. “Não lamente por mim porque foi uma decisão consciente e estou muito bem com ela“, concluiu.

Um ciclo termina. São mais de 40 anos de Globo. Foi um período maravilhoso, entrei na emissora como ‘metade de uma dupla’ e saio como o Diretor de Dramaturgia, além de ter tido inúmeros sucessos em novelas nesses anos todos. Acredito que tomei uma atitude acertada e que está na hora de me dedicar a outros desafios. Não que não seja difícil. Ao contrário. Não é fácil se despedir de uma história que faz parte da sua identidade“, complementou, através da Comunicação da emissora.

Silvio de Abreu chegou ao canal em 1978, após o êxito de Éramos Seis (1977), na Tupi, escrita por ele e por Rubens Ewald Filho – também contratado. Saiu tão logo concluiu sua primeira novela, Pecado Rasgado (1978), incomodado com o resultado artístico da produção. Voltou por intermédio de Cassiano Gabus Mendes, que o elegeu como substituto após sofrer um infarto e afastar-se de Plumas & Paetês (1980).

No trabalho seguinte, Jogo da Vida (1981), Silvio contou com o auxílio de Janete Clair. Ele transformou o argumento da “usineira dos sonhos” em uma comédia hilariante, semente para outros tantos títulos que marcaram o horário das 19h, como Guerra dos Sexos (1983), Cambalacho (1986) e Sassaricando (1987).

A estreia às 20h se deu com Rainha da Sucata (1990), outro êxito. Cinco anos depois, assinou A Próxima Vítima (1995). Além de responder por tramas como Torre de Babel (1998) e Belíssima (2005), Silvio dedicou-se à supervisão de novos autores, como João Emanuel Carneiro (Da Cor do Pecado, 2004) e Elizabeth Jhin (Eterna Magia, 2007).

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