Taís Araújo abre o jogo sobre a importância do artista na sociedade e revela que agencia sua carreira

Taís Araújo
Taís Araújo fala sobre a importância dos artistas durante a pandemia (Imagem: Divulgação / Globo)

Taís Araújo foi a primeira protagonista negra da Globo, em Da Cor do Pecado (2004), e se tornou a primeira também do horário nobre, em Viver a Vida (2009). Eclética quando assunto é sua profissão, a atriz, que também é apresentadora, começou a trabalhar desde cedo como modelo, aos 13 anos.

A primeira aparição da TV aconteceu aos 16. Para ela, o artista tem um papel importantíssimo na sociedade.

Eu acredito que todo ser humano é um ser político e social. A artista que eu sou só faz sentido se eu refletir a sociedade que eu vivo, social e politicamente. Eu me construí assim. Para mim não faz sentido se não for assim. Meu trabalho perde o sentido. Isso é muito pessoal. Agora o papel do artista na sociedade são vários: provocar, criticar, provocar reflexões, tem uma questão educacional, entreter… Entreter deixa a vida mais leva. Às vezes a gente chega de um dia mais pesado e pensa: “Hoje eu quero rir. Porque foi difícil rir o dia inteiro” (…) Eu, como telespectadora, escolho coisas que me eduquem, sabe? Quero coisas de culturas completamente diferentes da que eu tenho. Eu já tive uma enxurrada de (material) da cultura ocidental. Eu quero saber da cultura oriental, da africana, da asiática…”, disse a esposa de Lázaro Ramos em entrevista a Dráuzio Varella no YouTube.

Na oportunidade, a global citou a internet como uma das principais formas de colaborar a comunicação do artista com o público.

“A internet deu a chance (de um contato direto com o público). O contato eu só tinha no teatro. Não tinha aquela resposta imediata na televisão. O que era um horror porque colocava o artista da televisão num Olimpo patético. Isso foi criado lá na década de 40, como “os intocáveis”, aquela coisa da mulher perfeita… E isso foi se estendendo até pouquíssimo tempo. A internet veio para tirar o artista de um lugar onde ele nunca deveria ter estado, um olimpo. O artista tem que estar próximo do público (…) A gente trabalha com pessoas e para pessoas”.

Juntamente com essa interação, acaba surgindo os temidos haters, que ofendem, principalmente, os famosos, quando um posicionamento, publicação ou assunto não lhe agradam. Ao ser questionada se se sente ofendida com os comentários negativos, Taís revelou:

“Claro (que os comentários me atingem). Eu vi a entrevista da Chimamanda Adichie no “Roda viva” esses dias e ela falava assim: “Se a gente escuta cem elogios e um comentário negativo, a gente vai pegar aquele comentário e guardar aqui no coração”. Isso torna (minha vida mais dura e infeliz) mas a gente tem que aprender a lidar, a filtrar. Uma coisa que sempre penso: “Se essa pessoa estivesse coragem de estar na minha frente ela teria coragem de falar isso”? Provavelmente não. Talvez não seja tudo isso, talvez seja só uma carência. Aí eu olho, e tenho dois filhos para criar. Um (João Vicente) que vai fazer 10 anos sexta-feira e uma de 6 (Maria Vitória). Aí penso: “O que é essencial na minha vida? O que merece que eu dedique o meu tempo?””.

Além disso, a musa ainda precisa administrar a carreira. Após alguns anos contando com um empresário, Araújo decidiu seguir os passos sozinha: “Antes eu tinha um Instagram e na época que entrei era só foto de comida e de look no elevador, look do dia. Aí eu falei: “Hum.. Não sei fazer isso”. Na época eu tinha um empresário, que é muito meu amigo até hoje. Hoje em dia eu sou sozinha. Eu conduzo tudo”.

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Elson Barbosa
Jornalista, encantado pelo entretenimento e pela possibilidade de contar e conhecer várias histórias ao mesmo tempo. Está no RD1 como repórter. Pode ser encontrado nas redes sociais no @ellsonbarbosa
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