Taís Araújo abre o jogo sobre ser a única protagonista negra da Globo e faz reflexão

Taís Araújo
Taís Araújo falou sobre a importância de negros na TV (Imagem: Divulgação)

Atriz de sucesso, Taís Araújo, como artista negra, conquistou lugares na televisão brasileira, que não foi tocado por outras profissionais. Dessa forma, o perfil do Instagram Circo Eletrônico, que resgata memórias da TV, lançou o questionamento: “Por que Taís Araújo é a única protagonista negra da TV Globo?”.

Em conversa com a coluna de Leo Dias, do Metrópoles, a global falou sobre o assunto: “Existe esse espaço que ocupo e que sou muito feliz, mas não acho que eu seja a única pessoa, atriz e profissional merecedora de estar nele”.

“É um espaço para todas. Até porque a gente quer ter muitas protagonistas negras. Acho que a mudança não acontece com uma única pessoa, acontece quando impacta todo mundo e tem espaço para todo mundo. Esse é o Brasil que a gente quer ver. Um Brasil diverso”, completou a famosa.

Defensora da igualdade, Taís pontuou: “Esse espaço também tem que ser ocupado por outras pessoas pretas por uma série de motivos. Temos atrizes capazes, competentes, inteligentes, mulheres lindas que merecem ocupar esse lugar. Quando olho, sinto falta de ver outras pessoas até pra que eu possa também olhar e me identificar, como telespectadora”.

“Essa não é uma questão específica da Globo. Acho que nos streamings também. Agora a gente tem várias plataformas e quero ver mais mulheres negras protagonizando também nesses lugares, inclusive na Globo, junto comigo”, frisou.

Por fim, Taís Araújo concluiu: “Eu falo desse assunto há muitos anos nas entrevistas que dou. Estou sempre mostrando essas mulheres nas minhas redes. Até porque não existe só um tipo de mulher negra. Nós somos múltiplas e a gente precisa ver essa multiplicidade em protagonismo não só na televisão, mas também nas publicidades, nas capas de revista, em todos os lugares”.

Vale lembrar que Taís Araújo falou sobre o assunto em uma entrevista ao Meio e Mensagem. Questionada sobre como ela vê essa posição de “primeira negra” nos seus trabalhos, a global explicou: “Eu não tenho o menor problema em ocupar o lugar de ser a primeira, desde que não seja a primeira e única. Se eu for a primeira e única, não tem avanço. Avança se eu for a primeira e, depois, se várias outras seguirem e isso se tornar uma constante na propaganda, na televisão, na dramaturgia”.

“Enfim, se esse portão for aberto e mais profissionais parecidas comigo, com as minhas características físicas, comecem a trabalhar com personagens e produtos de qualidade, aí sim podemos dizer que tem sim uma mudança significativa na sociedade“, completou.

Da Redação
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