Taís Araújo desabafa sobre racismo e expõe comentário de ator da Globo

Taís Araújo
Taís Araújo revelou que sua atitude preserva sua saúde (Imagem: Reprodução / Instagram)

Enfrentando o racismo desde muito pequena, Taís Araújo revelou que precisou adequar seu comportamento para lidar com o preconceito.

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Durante sua participação no podcast Quem Pode, Pod, Taís confidenciou que costuma ouvir comentários de que é “metida”. De acordo com a atriz, a atitude é proposital.

“Escuto isso, sei lá, desde que saí da maternidade. As pessoas falam ‘nossa, que garota metida’. Desde sempre! Na minha infância e adolescência, fatalmente tive que levantar meu nariz ou seria atropelada”, admitiu.

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“Eu fui criada num lugar muito branco e muito de elite. Se eu não me impusesse, seria atropelada por todo mundo e não estava a fim de ser atropelada por ninguém”, explicou.

Em seguida, Taís Araújo revelou uma situação que viveu: “Uma vez, um ator da Globo falou para mim: ‘engraçado, eu não conheço nenhum negro bem-sucedido que não seja prepotente e arrogante'”.

A famosa, então, contou o que respondeu na ocasião: “‘Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?”.

“‘Será que é você que não está acostumado a ver negros em lugares de poder e só entende negros em lugar de subserviência e se não for assim, acha que é prepotência?'”, contou a atriz.

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“Ele não teve resposta. Eu lembro muito bem. Estava trancada dentro de um carro com ele fazendo uma cena”, completou.

Taís Araújo reflete sobre comportamento

De acordo com a artista, essa atitude preserva sua saúde: “Se eu não boto limite nas pessoas quando acho que estão me atravessando, eu adoeço, mesmo”.

“E as pessoas têm a tendência a atravessar a gente, todos nós. Se sinto que estou sendo desrespeitada, preciso botar limite na hora“, afirmou.

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A atriz ainda fez uma reflexão: “Isso vem desde o Brasil colônia. Encarar uma população que foi sequestrada e escravizada com algum poder olhando para você no mesmo nível”.

“Você fala ‘não, no meu subconsciente, no meu histórico, você tem que estar de cabeça baixa e dizer amém para tudo que eu falo, não pode levantar a voz’“, disse.

Isso é uma questão que está na pele do brasileiro, correndo, tatuado. É um olhar que não está acostumado, mas vai ter que se acostumar”, frisou.

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Veja a entrevista:

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Carol BittencourtCarol Bittencourt
Brasileira vivendo em Portugal, Caroline Bittencourt é jornalista, pós-graduada em Comunicação e Design Digital. Atua como redatora e produtora de conteúdo para as redes sociais. Colabora com o RD1 desde 2018. Ama viajar, seja chegando em um novo destino ou em frente à TV assistindo uma boa série.