Tatá Werneck desabafa ao ver aglomeração comandada por Bolsonaro

Tatá Werneck
Tatá Werneck desabafa ao ver aglomeração comandada por Bolsonaro (Imagem: Reprodução / Instagram)

Representando o sentimento de diversos brasileiros, Tatá Werneck ficou indignada com a aglomeração provocada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), neste domingo (23), pelos bairros das Zonas Oestes e Sul do Rio de Janeiro.

A aglomeração, que uniu centenas de pessoas nas ruas, contou também com o apoio e presença de Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde.

No Instagram, Werneck postou a foto de um dos pontos com várias pessoas reunidas, em plena pandemia do coronavírus, e disparou: “Meu Deus. É o momento para aglomerar? Pelo amor de Deus!”.

A “motociata”, como é chamada o tipo de reunião que aconteceu, bloqueou duas pistas da Avenida Embaixador Abelardo Bueno, na Barra da Tijuca. Desobedecendo completamente as regras da OMS, o ato ignorou a recomendação de distanciamento social.

Vale lembrar que Tatá Werneck, ao contrário de muitos, leva a pandemia do coronavírus muito a sério e respeita as medidas de proteção. Inclusive, no velório de Paulo Gustavo, seu grande amigo, a apresentadora foi criticada por usar duas máscaras, face shield e ainda carregar um álcool em spray.

Após o ataque online, a artista desabafou na web: “Gente vou dar um tempo do Twitter. Adoro ficar aqui conversando com vocês. Tem pessoas mto lindas e carinhosas aqui! Mas ver gente ridicularizando minha proteção, meu medo depois de perder um amigo e sobre a roupa que usei é difícil demais. Magoa mto quem já tá magoado”.

Em outra publicação, ela complementou, dizendo: “E se quiserem me ridiculizar mas eu estiver salvando a vida de alguém que vai passar a se cuidar, pra mim vale a pena. Beijos”.

Em um comentário, uma seguidora disparou: “Essa é a Tatá Werneck no velório/crematório do Paulo Gustavo. Me perdoem, mas tudo o que eu amava essa mulher, peguei ranço”.

“Gente, que isso? Pra que esse nível de ataque a mim? Eu tenho pânico, eu moro com meus pais, com minha filha, tenho medo por mim. Tem ranço porque eu quero me proteger? Tô impressionada com o nível de ódio gratuito. Eu nunca saí de casa que não fosse pra trabalhar. Pensei muito em ir, mas tô tão deprimida e negando tudo que aconteceu que eu precisava ver pra entender. Fiquei 15 minutos e saí. Você nunca conheceu alguém com síndrome do pânico? Nossa, estou de fato muito triste pelo seu ódio gratuito, ainda mais num dia que eu tô sofrendo pra cacete. Não precisava de nada disso”.

Tatá Werneck
Tatá Werneck postou foto de aglomeração no Rio de Janeiro (Imagem: Reprodução / Instagram)

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Carol Bittencourt
Caroline Bittencourt é jornalista, pós-graduada em Comunicação e Design Digital. Atua como redatora e produtora de conteúdo para redes sociais.
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