Valeria Valenssa defende fim da Globeleza e explica o motivo

Valeria Valenssa
Valeria Valenssa revelou o que pensa sobre a Globeleza (Imagem: Reprodução / Instagram)

Responsável por assumir o posto de Globeleza entre 1999 e 2004, Valeria Valenssa defendeu o fim da sexualização da mulher negra na televisão. Em entrevista ao Na Telinha, a modelo justificou sua declaração:

São necessárias e importantes mais discussões sobre o assunto. Nós, mulheres pretas, somos muito mais do que um corpo cheio de curvas. Nós, mulheres doo carnaval, somos muito mais do que beleza e samba no pé. Somos mulheres e temos o nosso valor, nossas dores e as nossas glórias”.

Ao falar sobre o posto, ela confessou: “Continuou sendo muito bem representado por todas as meninas que vieram. Foi um personagem que não marcou só a minha vida. Ela também representou um grande divisor de águas na minha carreira”.

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“Fui muito feliz durante o tempo que estive no posto, representando o sonho de muitas mulheres pretas de ter prestígio e reconhecimento dentro da TV brasileira”, disse ainda.

Para Valéria, a Globeleza deveria se tornar uma espécie de patrimônio do carnaval brasileiro: “É um personagem que se tornou um ícone não só para a Globo, devido a vinheta, mas principalmente para o carnaval. Aliás, a Globeleza, na minha opinião pode sim ser considerada um patrimônio do Carnaval”.

A influenciadora ainda opinou sobre a mudança na vinheta da emissora, com Teresa Cristina nos vocais:

“Mas hoje com todas as conquistas e as e as discussões que têm sido levantadas em torno do empoderamento da mulher preta e a conscientização e luta contra a sexualização das mesmas, acho que talvez fosse a hora de experimentar mesmo novos formatos para a vinheta”.

Teresa Cristina se torna a primeira mulher a dar voz à vinheta Carnaval Globeleza

A Globo está se preparando para a cobertura do Carnaval 2022, que neste ano será no final de abril. Para a vinheta do Carnaval Globeleza, a emissora decidiu inovar. Teresa Cristina foi escalada para cumprir a missão de embalar o evento.

A sambista é a responsável por cantar a abertura da cobertura e a transmissão da Globo dos desfiles de carnaval do Rio de Janeiro e de São Paulo. Pela primeira vez, a música, composta por Jorge Aragão e José Franco Lattari, famosa na voz de Neguinho da Beija-Flor, será interpretada por uma mulher.

Na nova vinheta, a emissora apresenta imagens emblemáticas de desfiles passados, centrada na interpretação de Teresa para o samba, que marca o reencontro do público com os desfiles das escolas de samba, após o hiato pandêmico.

“O carnaval sempre anunciou a minha felicidade e ser a primeira mulher a gravar essa música é muito importante, não só pra mim, mas para todas as mulheres do samba. O samba nasceu das mãos de uma mulher e foi tirado da nossa mão. Acho muito importante que a mulher volte a atuar no samba, em todos os setores, em todos os lugares. A reparação histórica empurra a gente para frente. É muito bom fazer parte disso. A mulher é protagonista porque o samba no Rio de Janeiro chegou pelas mãos de uma mulher. Esse protagonismo era dela. É pegar de voltar o que já foi nosso”, declara Teresa.

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